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Desista da reforma, Temer

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Um dos principais conselheiros de Geraldo Alckmin, Roberto Giannetti da Fonseca, quer que Michel Temer desista da reforma previdenciária.

Ele disse ao Valor:

“Seria preferível, a esta altura, deixar que o novo governo instalado em 2019, com o cacife eleitoral restabelecido, propusesse logo de cara essa reforma essencial, de forma a eliminar todos privilégios insustentáveis, corrigir a questão etária para a realidade demográfica brasileira atual e futura, além de proporcionar uma fase de transição das reformas que permita sua aceitação pela maioria da população e do novo Congresso.”

E mais:

“Já houve tantas concessões para aprovar essa reforma que outra mudança das regras de aposentadorias será necessária de qualquer forma. O risco, com uma aprovação agora, é de os meios políticos darem uma relaxada. Essa reforma se faz com o capital político de um mandato novo, nos seis primeiros meses, quando o poder de mobilização do presidente é maior. Ou reformamos a Previdência já em 2019, para uma base atuarial sustentável a longo prazo, ou estaremos incorrendo em imperdoável equívoco fiscal que custará muito caro no futuro próximo, com a provável falência da Previdência e do Tesouro Nacional.”

Ele está certo, é claro.

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Comentários

  • Fabio -

    Claro que está certo.Os pontos mais essenciais da reforma praticamente não existem mais. Manteve-se o tempo mínimo de contribuição em 15 anos, verdadeiro absurdo. Já está em negociação excluir o funcionalismo público da reforma (e, com isso, aumentar a desigualdade da forma mais perversa possível: trabalhadores da iniciativa privada recebendo de um a dois salários mínimos de aposentadoria e, servidores públicos seis salários pra mais!) É claro que meia-reforma é melhor que reforma nenhuma mas, da forma como está, pouco ajuda e uma nova reforma teria que ser realizada muito em breve. Geraldo Alckmin quer a aprovação agora em 2018 porque (realmente?) acha que vai ser o próximo presidente e não quer conduzir esse trabalho indigesto no seu mandato: quer empurrar com a barriga(como sempre)

  • Roberto -

    O próximo presidente tem que mostrar a cara. Mostrar a que vem. Falar sobre previdência e não enrolar. Gostaria que a reforma tivesse sido aquela da primeira proposta. Hoje nem adianta mais, pois já está completamente desfigurada. Mais de 50% do proposto foi eliminado. A reforma necessária seria pela primeira proposta, com poucas alterações. Tem que diminuir o salario da aposentadoria principalmente do judiciário. O problema é que o judiciário não vai deixar a reforma passar nem com o próximo presidente. Giannetti é muito infantil em acreditar.

  • Verdugo -

    E se o eleito for Ciro ou LuLa?Os paladinos dos Barnabés.O que teremos é mais aumento da carga tributária para financiar este descalabro

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