Dilma é um círculo vicioso

Affonso Celso Pastore deu uma boa entrevista para a Folha de S. Paulo.

Ele mostrou, em primeiro lugar, que o ajuste fiscal é uma farsa:

“Neste ano, teremos uma recessão em torno de 1,5%. Os investimentos estão caindo muito. Com sorte, no futuro, poderemos crescer 1%. Com um juro real de 6% e essa perspectiva de crescimento, é preciso um superavit primário de 3% do PIB para estabilizar a dívida”.

Ele disse também que a economia brasileira está num círculo vicioso:

“Temos uma forte retração do consumo das famílias, que é consequência do aumento do desemprego. Os bancos estão pisando no freio do crédito, para provisionar recursos para abater os prejuízos que tiveram com Petrobras, Sete Brasil, empreiteiras. O consumo está caindo e o investimento também. Não tenho dúvida de que o PIB do segundo trimestre vai cair bem mais do que o do primeiro e que, no terceiro, possivelmente teremos queda também. Ou seja, o governo vai perder mais arrecadação, o que gera maior necessidade de cortes, acentuando a recessão”.

A melhor saída, segundo ele, é a renúncia de Dilma Rousseff:

“O mercado adora pessoas otimistas, que dizem que o Brasil é maior do que a crise. É mesmo, mas não é imediato. Isso implica alternância de poder, o que ainda não está à vista. A solução mais fácil é a presidente e seu partido fazerem um grande acordo nacional, cedendo poder a outros partidos”.

Nesse ponto, O Antagonista discorda de Affonso Celso Pastore e repete que a melhor saída para o Brasil – a única – é o impeachment.

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