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Economista crítica mudança no ICMS dos combustíveis: "Intervenção populista"

Segundo Eduardo Velho, qualquer medida que interfira nos preços dos produtos não é boa em termos de eficiência. Fundo de estabilização seria alternativa
Economista crítica mudança no ICMS dos combustíveis: “Intervenção populista”
Reprodução/TV Brasil

A mudança na regra de cálculo do ICMS dos combustíveis, aprovada ontem pela Câmara, é uma intervenção populista na economia. A afirmação é do economista-chefe da JF Trust, Eduardo Velho (foto), em entrevista à O Antagonista.

“Essa medida é uma intervenção populista. Qualquer medida que interfira nos preços não é boa em termos de eficiência”, afirmou.

Segundo Velho, os estados serão prejudicados com perda de arrecadação e pagarão essa conta, estimada em R$ 24 bilhões pelo Comitê Nacional de Secretários de Fazenda Estaduais.

O economista ainda afirmou que a melhor alternativa para reduzir o preço dos combustíveis seria criar um fundo de estabilização com os lucros da Petrobras.

“Esse fundo seria usado em momentos de aumento de preço. Os reajustes seriam suavizados com esses recursos. Em momentos de estabilidade, os valores seriam recompostos ou, com inflação controlada, o reajuste dos combustíveis poderia ser maior para equilibrar o caixa”, disse.

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