Então, está combinado: vamos inventar um número

Depois de uma reunião de quase três horas, Dilma Rousseff e Graça Foster combinaram um cronograma para a substituição de toda a diretoria da Petrobras. Graça Foster deverá ficar até o final do mês e, para utilizar a frase espantosa do Planalto, “encontrar um número crível” para o rombo causado pelo Petrolão. Como O Antagonista obviamente adiantou, um novo e respeitável presidente só assumirá se as contas da empresa estiverem devidamente conferidas e aprovadas por uma auditoria independente.
O problema, pois, é inventar um “número crível” para a auditoria e o mercado — e que, ao mesmo tempo, não “enfureça” Dilma Rousseff. Ou, para ser mais claro, uma mentira que seja grande o suficiente para a auditoria assinar, o mercado fingir que acredita (precificar a diferença, digamos assim)  e, paradoxalmente, tentar tornar menos trágica a biografia político-administrativa de Dilma Rousseff e do PT. Os mais de 88 bilhões de baixa contábil nos ativos da empresa, a verdade, a Rainha de Copas não admite.

O último servicinho de Graça: 
encolher a verdade dos
88 bilhões de baixa contábil

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