“Fim do imposto sindical obrigatório foi praticamente um milagre”

Ives Gandra Martins Filho, presidente do Tribunal Superior do Trabalho, disse em evento da Arquidiocese de Brasília que a aprovação do fim do imposto sindical obrigatório no bojo da reforma trabalhista “foi praticamente um milagre”.

“Há anos se discute o imposto sindical, mas a pressão dos sindicatos sobre o Congresso era enorme.”

O ministro afirmou que a reforma aprovada pelo Congresso “quebrou a rigidez” da legislação trabalhista e “não precariza as condições de trabalho”. Pelo contrário, aumenta a “liberdade” dos trabalhadores. Para ele, a tendência de redução do desemprego já é reflexo das mudanças.

Ao antagonizar “consumismo desumanizante” e “capitalismo selvagem”, o ministro disse que a reforma se fazia necessária porque “nem a legislação do trabalho nem a Justiça do trabalho estavam conseguindo compor esse conflito social”. Tramitam no TST 300 mil processos.

Ives Gandra também afirmou que há “muito preconceito” com a reforma. Ele perguntou para a turma do “não vi e não gostei”.

“Quem editou a Medida Provisória que deixou claro o princípio da flexibilização (da legislação trabalhista)? O governo Dilma (Rousseff). E eu aplaudi. (Michel) Temer apenas reeditou a medida, mudando um pouquinho os nomes.”

Ao longo de sua palestra, Ives Gandra fez duras críticas a regimes políticos autocráticos.

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Ler 19 comentários
  1. Notícia pela metade, credibilidade pela metade. Acordem, pois ninguém tira um imposto dessa natureza para não colocar outro pior, no mesmo lugar. Estamos no Brasil governados por quem não nos representa e somos açoitados dia e noite. O brasileiro é o grande bobo da corte, que canta e samba para alegrar seu verdadeiro dono.

  2. Fico tão possessa com gente que finge não ver a verdade.
    Imposto Sindical será imposto a nós trabalhadores e será obrigatorio e maior do que é hoje.
    Isso tudo foi combinado nos bastidores, quando perceberam que iriam ganhar mais aprovaram o fim do imposto na CLT e vão nos roubar de outra forma.
    Agora eles vão ter muito mais para pagar pão com mortadela e viverem vidas nababescas passando a fazer parte da elite desse país, juntando-se ao empresarios, politicos, juizes, jornalistas.

  3. Os que fazem críticas a reforma trabalhistas são os que apostam no quanto pior, melhor e não aceitam que Temer em pouco tempo de governo tenha se consolidado como um verdadeiro gestor e estrategista excepcional. Uma dor de cotovelo que faz dó! Quem sabe faz; quem não sabe, faz golpe!

  4. 1º Passo o fim do imposto sindical obrigatório.
    2º Passo vender todas as empresas estatais.
    3º Passo Fortalecer o direito a propriedade para acabar com o MST e com o MTST.
    4º Passo Proibir a fabricação, exposição, uso de todos os símbolos comunistas ou socialistas.

  5. Temos que acabar agora com a obrigatoriedade do voto.
    Restaure-se a Monarquia Parlamentarista com o Príncipe Herdeiro na condução da Nação com a Constituição de 1824 renovada.

    1. Sonho da p0ra isso daí!!!!
      Viva Dom Luís!
      Viva Dom Bertrand!
      Vida longa aos herdeiros legítimos desse Brasil!!!

    2. SÓ FALTAVA ESSA. MAIS UM QUERENDO VIVER ÀS CUSTAS DO SUOR DO POVO!

      “Vida longa aos herdeiros legítimos desse Brasil!!!”
      Uma ova! O Brasil pertence aos brasileiros. Ninguém pode deixar um país de herança pra ninguém.

  6. Nao contem ainda com o uevo no KU da galinha.Tem estoria mal-contada ai.Sera q foi mesmo cancelada essa agressao ao trabalhador brasileiro?Os asseclas do vampirao tavam acenando para os sindicalistas vigaristas q teria uma compensacao…vamos ver…ali nao da pra confiar em ninguem.Eu parei de acreditar em papai-noel so aos 50 anos.

  7. Acompanho O Antagonista desde sempre e uma das mancadas do jornal foi ter criticado o presidente do TST quando seu nome foi ventilado para substituir o Teori. Vejam o que o Alexandre Moraes fez e está fazendo lá. Mas talvez tenha sido melhor ele ficar no TST mesmo. Sou servidor do Judiciário Trabalhista e, pela primeira vez desde que tomei posse, temos um presidente decente.

  8. Eu li a reforma e não tem nada demais. Muito do que está ali já era aplicado em alguns tribunais mais sensatos.
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    Um dos absurdos que a reforma acaba é com contagem do deslocamento para o trabalho como hora extra. Alguns juízes “justiceiros” consideravam que o tempo que a pessoa perdia indo até o trabalho era tempo de trabalho. Se alguém era contratado para trabalhar das 8-17h, mas pega ônibus às 7h30, essa meia hora deveria ser paga como hora extra. Ridículo!
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    O pior é que o direito comparado e a melhor doutrina não apoiavam essas besteiras. Saía da cabeça de juízes justiceiros. O que esses juízes não entendem é que não existe almoço grátis. Alguém vai pagar a conta. Ou os serviços da empresa ficam mais caros, ou a empresa contratará menos gente, com essas indenizações sem pé nem cabeça.

    1. Concordo no sentido das reformas. Mas, FHC foi o que implantou o Plano Real que acabou com a inflação altíssima e sanou as finanças do do país. De modo que, Lula pegou carona no 1 mandato. Os cidadãos mais jovens têm que saber essa história para não escolherem errado os futuros governantes.