Grandes laticínios tentam barrar projeto que pode beneficiar menores

O Antagonista soube que se intensificou nesta semana o lobby dos maiores laticínios do Brasil para que Michel Temer vete um projeto de lei — aprovado na Câmara e no Senado — que permite a comercialização entre os estados de produtos artesanais de origem animal, como queijos e embutidos.

A proposta é do deputado Evair Vieira de Melo, do PP do Espírito Santo.

Coincidência ou não, a única pasta a recomendar ao presidente o veto total é o Ministério da Agricultura, comandado por Blairo Maggi, muito ligado aos grandes laticínios.

Temer deverá tomar uma decisão até amanhã.

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  1. Sou fã do trabalho jornalistico de vocês. Mas peço que se atentem à questões maiores que a simples luta de pequenas empresas contra as grandes. Essa questão chama-se SAÚDE PÚBLICA. Nosso rebanho bovino é endêmico para doenças transmissíveis aos seres humanos pela carne e pelo leite como tuberculose e brucelose. Portanto, não há como flexibilizar exigências sanitárias. Há urgente necessidade de uma legislação mais simplificada, com menos burocracia e que atinja os mesmos objetivos sanitários com menores investimentos . Prefeituras e Estados não investem em inspeção. Apenas vendem alvarás. Mas não é isso que essa lei aprovada faz. Ela simplesmente libera geral o que representa grave risco à saúde pública. Essa lei é um desserviço à sociedade e precisa sim ser vetada.
    Abraço

  2. O costume de empresas recorrerem ao governo para barrar a concorrência e prejudicar os consumidores está arraigado na cultura nacional. E o pior é que a coisa é tomada com ares de seriedade e não como a patifaria que é. Já passou da hora dessas manobras de bastidores serem expostas para a população e seus responsáveis serem boicotados. O Antagonista está de parabéns por prestar atenção nesse problema. Quando a arbitrariedade estatal começar a custar caro para eles tudo vai melhorar.

  3. Mas será possível que tudo no Brasil só
    funciona na base do corporativismo? Do cartel? Do capitalismo de compadrio?
    .
    Se eu quiser comprar uma vaca e vender queijo e leite, quem sabe sou eu e quem compra. Vocês burocratas “kh-regra” não têm nada com isso! Parem de se meter nas transações comerciais dos outros, sim?
    .
    Vão fazer algo se útil, como revogar o estatuto do desarmamento ou atualizar esse cpp horroroso…

  4. Queijos e embutidos de pequena e cuidadosa produção é como muitos países da Europa tem uma enorme renda, isso mostra como o Brasil é estúpido só vendendo os produtos de massa de menor qualidade e menos ganho, sem falar na distribuição de renda e geração de trabalho. O Brasil ainda é medieval.

  5. Todo mundo é a favor da livre concorrência soda boca para fora. São contra o monopólio do Governo mas fazem grandes monopólios e Carteis Privados.Brasil, País de Tolos.

  6. Sufocar pequenos produtores e comerciantes faz parte do objetivo do neo-com, para transformar todos em empregados do governo ou grandes corporações de amigos-do-rei. Não há lógica em vetar um projeto de lei aprovado pela Câmara e Senado, salvo intere$$e$ particulares.

  7. Esse é o Brasil das capitanias hereditárias. Depois aparecem os estatistas xucros falando que “oh, ai, o livre mercado não funciona, olha os preços subindo!”. Tinha é que fechar esses ministérios todos, o país viveria melhor sem esses balcões de negócio.

  8. Quem produz combustível só pode vender pra PTROUBRAS. Laticínios só os grande querem vender..etc etc etc Isso aqui é uma grande capitania hereditária…Tem que vir um presidente com um ministro da Fazenda que peite estes caras…

  9. PEQUENAS empresas GRANDES dificuldades !
    GRANDES empresas GRANDES facilidades !
    Meu avô era industrial no interior de MG. Tinha fábrica de macarrão, torrefação de café, fábrica de farinha de mandioca e moinho de trigo. Fechou-se tudo. Não tínhamos papai BNDS e conchavos políticos. O capitalismo de compadrio leva ao comunismo.

  10. Essas porcarias de ingerências de grandes empresas levam à falta de competitividade e evitam que bons produtos de pequenos produtores não cheguem à mesa de muitos. No mercado de livre concorrência há espaço para todos.

  11. Alexandre disse: 12 de junho de 2018 às 16:56
    Quer dizer que a lei permite …
    ===
    A legislação atual permite comercialização apenas no municipio de origem de produtos artesanais de origem animal, como queijos e embutidos.

    https://odia.ig.com.br/brasil/2018/05/5540171-lei-pode-mudar-regras-para-fabricantes-de-produtos-artesanais-de-origem-animal.html

  12. Fake news

    A lei permitirá que fabricantes de produtos artesanais de origem animal, como queijos e embutidos, comercializem seus produtos além dos municípios de origem.

    Os produtos de origem animal demandam maior controle por serem perecíveis e, com isso, terem maior impacto na saúde da população quando há contaminação ou fraude.

    A questão é se os pequenos produtores artesanais conseguirão distribuir seus produtos por todo o país de forma segura. Trata-se de linguiças, salames, queijos, manteigas, alimentos transportados sob refrigeração.

    O ponto criticado é que a ‘legislação severa de grandes empresas não deve ser aplicada a pequenos produtores’

    Questiona-se ainda como será o enquadramento na denominação ‘produtores artesanais’ e de produtos identificados com o selo ARTE.

  13. Quer dizer que a lei permite que um produto artesanal feito em Juiz de Fora seja vendido em Uberlândia, que fica uns mil quilômetros de diatancia, mas não permote que seja vendido em Peteopolis, que fica uns 150 km?
    Excelente lei.

  14. Isso e o resultado da política dos grandes empresários de sucesso, do governo Lula. Os grandes asfixiam os pequenos, depois os compram e os incorporam. Dai nasceram a JBS de Joesley, as empresas de Eike Batista e a Odebrecht. Tornaramse empresários ‘campeões’. De roubo, e claro. Deixem os pequenos laticínios trabalhar, bando de vigaristas!