Gustavo Franco: “Temer tem de aproveitar a janela que se abriu”

Gustavo Franco deu uma entrevista a O Financista. Como sempre, foi preciso nas suas respostas.

Destacamos o que ele disse sobre as reformas que precisam ser feitas o quanto antes:

“Esses anos todos de ilusões e falsidades na economia que o governo do PT patrocinou serviram para amadurecer a opinião pública para imperativos de eficiência do setor público e qualidade na política econômica. A reforma da Previdência é um imperativo fiscal, de equidade e de sustentabilidade do Estado que é preciso enfrentar, assim como a reforma trabalhista – um imperativo do funcionamento eficiente do País no século XXI, no mundo globalizado. Procrastinar essas discussões, como aconteceu, representou uma perda imensa. Há também uma agenda de privatização com um conteúdo fiscal muito óbvio quando se olha o prejuízo decorrente de concessões malfeitas, ausência de investimentos, ineficiência de empresas públicas, além da economia real propriamente dita: setores inteiros que precisam de investimentos e de novas tecnologias. Subitamente, essas coisas que pareciam impossíveis de acontecer sob Dilma Rousseff se tornaram factíveis. Até está demorando para as pessoas se darem conta do quanto a situação pode mudar para melhor. Politicamente, para Michel Temer, é quase que um bilhete premiado. O Brasil é um país difícil para reformas e mudanças. As coisas acontecem episodicamente quando certas janelas se abrem. Foi assim com FHC, em razão do Plano Real, e agora temos outra janela. Ela não fica muito tempo aberta, é preciso aproveitar a oportunidade”.

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