Ladeira abaixo

Joaquim Levy já pediu as contas? Ainda não?

O Valor tentou entender o motivo de tamanha pusilanimidade:

“Por que o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, não sai do governo Dilma Rousseff, estando fraco, desprestigiado, alijado das decisões? Todos os dias, pela manhã, há um jogo de adivinhação entre mercados e políticos para ver quem acerta o alvo, ministro no cargo ou fora?

É um mistério que ele tenha topado passar por essa temporada de humilhações com visibilidade nacional e internacional. Considerando-se sua vaidade, obsessão pelo acerto, horror ao fracasso, racionalidade, experiência, capacidade de trabalho, credibilidade, para quê manter-se em fritura pública num governo que não aceita suas ideias?

Duas razões já foram citadas. A primeira é que o padrinho de sua nomeação, o presidente do Bradesco, deve achar que a saída de Levy faz o governo embicar ainda mais ladeira abaixo. A segunda é que o próprio Levy não tem certeza sobre o que vai acontecer após a sua saída”.

O chefe de Levy, Luiz Carlos Trabuco