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Ministério da Economia corta 92% de recursos destinados à ciência

Oito entidades pedem que o presidente do Senado reveja uma decisão da pasta que redireciona recursos que seriam enviados a projetos científicos
Ministério da Economia corta 92% de recursos destinados à ciência
Foto: Adriano Machado/Crusoé

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, recebeu há pouco um apelo de oito entidades científicas para reverter uma decisão do Ministério da Economia de retirar 90% dos recursos que seriam destinados a vários projetos científicos, como bolsas de estudos e o CNPq, diz o Metrópoles.

A decisão da pasta foi comunicada à Comissão Mista do Orçamento.

Dos R$ 690 milhões previstos, sobraram apenas R$ 55 milhões. O valor corresponde a apenas 8%.

Os 92% retirados foram destinados a vários outros ministérios, como o Ministério do Desenvolvimento Regional, que agora receberá R$ 150 milhões para ações de proteção e Defesa Civil na gestão de riscos e desastres, R$ 100 milhões para a integralização de cotas de moradia do Fundo de Arrendamento Residencial e R$ 2,2 milhões para obras de infraestrutura hídrica.

Entre as entidades que assinaram o apelo, estão Associação Brasileira de Ciências, a SBPC, Andifes, Confap, Conif, Confies, Consecti e IBCHIS.

“A modificação do PLN 16, feita na última hora, no dia de hoje, pela Comissão Mista do Orçamento do Congresso Nacional, atendendo a ofício enviado ontem pelo Ministro da Economia, subtrai os recursos destinados a bolsas e apoio à pesquisa do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovações e impossibilita projetos já agendados pelo CNPq. É um golpe duro na ciência e na inovação, que prejudica o desenvolvimento nacional. E que caminha na direção contrária da Lei 177/2021, aprovada por ampla maioria pelo Congresso Nacional”, afirmam as entidades na nota.

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