Não vai pegar bem, Temer. De novo

Vinicius Torres Freire escreve, na Folha, sobre a intenção de Michel Temer em socorrer os Estados falidos.

Leiam, por favor:

“Quanto dinheiro? Cerca de R$ 4 bilhões. Nem de longe resolve as catástrofes estaduais. Os Estados estão com infecções brabas; o Rio, com septicemia. Essa antecipação de receita é um antitérmico para baixar a febre, evitar que a tensão nas ruas se espalhe. Uma dipirona política.

De onde vai sair o dinheiro? Do futuro, para variar. Caso seja aprovada a segunda rodada de “repatriação” de dinheiro ilegal no exterior, parte da arrecadação de multas e impostos sobre recursos declarados vai para os Estados, talvez prefeituras. Isto é, na verdade o governo federal vai adiantar esse dinheiro para os governadores, cobrindo o seu próprio buraco depois.”

E mais:

“Paga-se o 13º salário. E daí? A luta e o rombo continuam. Estados permanecerão quebrados, em colapso, talvez convulsão. Até agora, não há solução ordenada nem para o médio prazo. Os governadores pedem, levam e não se emendam, como fizeram na renegociação e moratória parcial de suas dívidas com a União, vitória quase sem contrapartidas.

Não vai pegar bem. De novo.”

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