O enigma de Manguinhos (1)

A Refinaria de Manguinhos continua intrigando quem a acompanha. O Antagonista teve acesso a fotos do local, feitas há algumas semanas.

O cenário de deterioração das instalações contrasta com os anúncios veiculados pela empresa, em que alardeia um aumento de 40% na produção média mensal de gasolina no ano passado.

Vejam alguns exemplos comentados por especialistas:

Torre de craqueamento (abaixo): utilizada para refinar o petróleo e produzir seus derivados, está muito deteriorada, incompatível com o que se espera de uma planta em pleno funcionamento. Isso indica que está desativada. Ou, pelo menos, oferecendo sérios riscos à segurança.

Parque de tancagem: instalações deterioradas não apresentam nenhum sinal de atividade. Não há funcionários ou veículos em circulação.

Procurada por O Antagonista, Manguinhos enviou a seguinte resposta:

“A Refinaria está ativa, produzindo e vendendo combustíveis e gerando 300 empregos diretos. Todo o ativo é mantido sob manutenção constante e tanto o refino como a armazenagem encontram-se em atividade regular. Uma prova disso é o fluxo constante de caminhões que carregam e descarregam combustível e derivados nas dependências da Refinaria, na Zona Norte do Rio, sob um rigoroso sistema de controle de qualidade.

Não há tanques enferrujados. Os equipamentos estão em funcionamento. Alguns deles, inclusive, estão passando por reformas nas partes internas e externas para otimizar sua utilização. Tais tanques armazenam matérias-primas e produtos acabados. A Refinaria tem investido constantemente na manutenção e modernização de sua planta e infraestrutura, além da aquisição de máquinas e equipamentos a fim de tornar sua operação cada vez mais viável e produtiva. Os tanques entram nessas ações e recebem os devidos cuidados.”

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