O fim do "casamento arranjado" entre Bolsonaro e o livre mercado

O fim do “casamento arranjado” entre Bolsonaro e o livre mercado
Foto: Reprodução/TV Brasil

“A visita-comício na Ceagesp serviu como um marco para assinalar o rompimento público entre o projeto político de Jair Bolsonaro com a sua própria política econômica declaradamente de livre mercado, uma junção tensa, às vezes descrita como um ‘casamento arranjado'”, diz Gustavo Franco.

“A Ceagesp foi incluída na privatização pelo decreto presidencial nº 10.045 de 4/10/19, do próprio Bolsonaro, e foi retirada nesse comício, sem decreto, no peito e na raça (…).

Foi assim que terminou a ‘fase liberal’ do governo, sepultada simbolicamente na Ceagesp que, aliás, tenha-se claro, não é mais que uma metáfora — com seus 600 funcionários, faturamento de 117 M (2019) e prejuízos de mais de 50 M acumulados entre 2016 e 2019 — perto dos R$ 7,6 bilhões que o Tesouro colocou em 2019 em aumento de capital da Emgepron, estatal que constrói fragatas para a Marinha.”

Leia mais: Em pouco mais de um mês no STF, o ministro Kassio Marques se alinha à ala anti-Lava Jato.
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