O jornalismo a serviço de Val Marchiori

O governo entrou em ação para vender a ideia a jornalistas ingênuos, ou que se fazem de ingênuos, de que Val Marchiori, mais conhecida como Aldemir Bendine, fez uma gestão exemplar no Banco do Brasil — e, assim, reuniria as melhores condições de comandar a Petrobras.

Mentira. Apesar do aumento de ativos do BB (se é que ainda dá para confiar em balanços de estatais sob o PT, e não se esqueçam que nos ativos estão incluídos os valores a receber), Bendine diminuiu o que conta de verdade no ramo: a rentabilidade do banco. O milagre foi operado por causa da expansão do crédito e a redução dos juros cobrados por empréstimos para consumo, a mando do governo. Para completar, com a crise econômica, o número de devedores inadimplentes aumentou — e o banco teve de reservar mais recursos para cobrir os calotes. Para não falar do já falado: favorecimento à sua “amiga” em operação irregular, multa da CVM por ocasião da abertura de capital da BB Seguridade, compra de apartamento em dinheiro vivo, denúncia do motorista que transportava maços de grana para lá e para cá e espionagem de subordinado.

Bendine foi escolhido para subestimar os danos da roubalheira na Petrobras e chegar a “um número crível” das baixas contábeis da empresa, como quer Dilma Rousseff, a ex-guerrilheira de esquerda. Val Marchiori é incrível.

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