"O que está em risco é a solvência do governo"

“Se o governo não tiver uma meta de gasto, o que está em risco é a solvência do governo”, alertou Affonso Celso Pastore.

Em entrevista ao Estadão, ele disse também que o governo insolvente pode recorrer à “repressão financeira” – e explicou do que se trata:

“Cerca de 80% da dívida pública brasileira são detidos por bancos, fundos, instituições de previdência. Se colocar as companhias de seguro, deve dar 85% da dívida. Os nã0-residentes (estrangeiros) eram 20% até 2015. Hoje, já tem menos de 9% na mão de não residentes. Praticamente a dívida está no mercado doméstico. O governo pode pegar uma companhia de seguro, por exemplo, e dizer que daqui para frente, é obrigado a aumentar a proporção de título público. Quanto tem na tua carteira? Tem 10%? Vai ter 20%, por exemplo. Começa a gerar uma demanda artificial. Quando o mercado vê o risco disso, começa cobrar prêmio maior ainda.”

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