O que mais aflige o investidor é a "fragilidade fiscal", diz presidente do BC

O que mais aflige o investidor é a “fragilidade fiscal”, diz presidente do BC
(Brasília - DF, 25703/2020) Presidente da República Jair Bolsonaro, durante coletiva de imprensa ao lado do Presidente do Banco Central Roberto Campos Neto, do Presidente da Caixa Pedro Guimarães e do Presidente do BNDES Gustavo Montezano. Foto: Marcos Corrêa/PR

Os investidores estrangeiros fogem do Brasil, segundo Roberto Campos Neto, presidente do BC, por causa dos desastres ambientais e do risco de calote.

Ele disse à CNN:

“O tema que mais aflige hoje o investidor é o fiscal. Precisamos mostrar que o Brasil pode fazer tudo o que precisa dentro de uma trajetória fiscal sustentável. O que as pessoas querem enxergar do governo é, uma vez passada a pandemia, ‘qual o seu plano de reformas?’.

Tivemos um ano atípico, com um gasto extraordinário perfeitamente justificável, mas, como o Brasil já vinha de uma fragilidade fiscal maior, nos colocou em uma situação de dívida muito elevada comparada à média do mundo emergente e precisamos endereçar isso agora com uma solução de médio prazo para mostrar que vamos voltar à convergência fiscal.

Recentemente, ficou mais importante o peso das variáveis fiscais porque o Brasil já tem uma fragilidade fiscal grande, então qualquer solução que passe para o investidor que estamos mudando o regime fiscal, ou que vamos demorar muito mais tempo para atingir uma convergência fiscal vai refletir nos mercado, na credibilidade do país e na vontade dos investidores aplicarem aqui”.

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