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Os melhores momentos de Guedes na audiência de hoje

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Na audiência pública na Comissão Mista Temporária da Reforma Tributária, Paulo Guedes insistiu que a reforma que aumenta impostos não aumenta impostos.

Veja os melhores momentos do ministro da Economia:

“Nós não vamos aumentar impostos. Estamos em um movimento de simplificação. A carga pode permanecer a mesma, mas vamos substituir vários impostos por um. Muitos preços vão até cair, quando abordarmos a reforma como um todo. Vai ter queda de IPI para melhorar o poder aquisitivo das classes mais baixas. Vai ter fogão caindo 10% de preço, geladeira caindo de preço também. Vamos derrubar alguns impostos importantes.”

“Não sou eu quem tem de dizer quanto os Estados e municípios têm de cobrar de imposto. Agora, quem pode trabalhar e uniformizar isso, caso tenha sucesso? Por isso a tributária está parada há 20, 30 anos, é o Congresso, o Legislativo. Cabe a nós colaboramos, e o nosso passo inicial é nessa direção.”

“Temos um regime ruim, que tem R$ 300 bilhões em desonerações. Quem tem poder político, consegue a desoneração aqui em Brasília, e tem outros R$ 3,5 trilhões de contencioso. Quem tem poder econômico, não paga e entra na justiça. É uma demonstração de um sistema tributário perverso, regressivo, ineficiente, um manicômio tributário.”

“Gosto de música e toco piano. Se tocar seis movimentos ao mesmo tempo, é um barulho. Se tocar cada movimento em separado, todos entendem a peça. Mas se quiserem, estamos prontos e podemos aumentar o barulho (apresentar uma reforma por inteiro, sem fatiamento), mas acho que não será tão bom.”

“Por maldade ou por ignorância falam que é a CPMF, mas o tempo é o senhor da razão. Queremos uma base de incidência maior, mas vamos debater isso em outra hora (a nova CPMF). Parece um imposto interditado. Parece que tem muita gente que não quer deixar suas digitais e interdita imposto sobre transações, escondido atrás do pobre. Não dá para o rico se esconder atrás do pobre falando que esse imposto é regressivo (penaliza mais os mais pobres). Qualquer aumento de R$ 10 no Bolsa Família já compensa isso. O rico é quem mais faz transações, quem mais consome serviços digitais, de saúde, de educação, lancha, caviar, e está isento.”

“Não podemos ter interdição, nenhuma sombra de absolutismo a respeito nem de acharem que o ministro pode impor um imposto a uma sociedade, nem de acharem que alguém pode impedir esse debate. Ninguém tem esse direito de interditar o debate. Nem o ministro pode querer um imposto que a sociedade não quer, nem o relator, presidente da Câmara, do Senado, o presidente da República pode impedir um debate sobre qualquer imposto.”

“Se for possível baixar para 8%, 9% ou 10%, por erro nosso, é o que queremos (a respeito da proposta de imposto de 12% sobre o setor de serviços).”

“Achamos que o cálculo de 25% para substituir PIS, Cofins, ICMS, ISS e outros impostos é totalmente impróprio. Os cálculos apontam uma alíquota cima de 30%, que nós não queremos. É preciso explicitar a metodologia de cálculo dessas propostas. A todo aumento de arrecadação que tivermos, vamos reduzir a alíquota. Vamos acelerar as privatizações ou vamos cortar na própria carne, mas não queremos mais onerar o povo brasileiro.”

“Estou ouvindo falar de fundos de R$ 60 bilhões, R$ 80 bilhões, R$ 100 bilhões. Isso não acontecerá. O Congresso pode até votar um negócio desse. Uma coisa é votar o Fundeb que custa R$ 22 bilhões. Outra coisa é arrumar uma coisa que precisa de R$ 100 bilhões. Quero ver a mágica de fazer isso sem aumentar os impostos.”

“O Brasil tem a matriz energética mais limpa do mundo e sofre pressões internacionais para que a mantenha assim. É claro que o sistema tributário deve ajudar nessa direção, mas isso é um segundo capítulo. Quando tratarmos do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e do imposto seletivo chegaremos lá.”

“Tenho certeza que o deputado tem dinheiro para comprar livros e pagar o imposto, ele está preocupado com as classes mais baixas. Mas a população mais pobre está mais preocupada em sobreviver do que frequentar livrarias como nós. Vamos doar os livros para as pessoas mais pobres, e não isentar o deputado Marcelo Freixo (ao responder ao deputado, que criticou o fim da isenção a livros, jornais e revistas).”

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