Pedalando, pedalando, pedalando sem parar…

O governo Dilma é um desastre ferroviário não importa o ponto de vista escolhido. Agora, o Tribunal de Contas da União (TCU) está sendo pressionado para não aprovar o primoroso relatório que comprova e detalha as tais “pedaladas fiscais” do governo. Em resumo, o adiamento das transferências de dinheiro do Tesouro Nacional para os bancos públicos, a fim de compensar o pagamento de benefícios como o Bolsa Família, Minha Casa Minha Vida, seguro-desemprego, aposentadorias e abonos salariais de funcionários fiscais. Ao dar o calote nos bancos públicos, o governo deu prosseguimento à sua “contabilidade criativa” e diminuiu, no papel, o tamanho da dívida pública.
Com a aprovação do relatório do TCU, o Tesouro Nacional terá de pagar o dinheiro devido aos bancos públicos. Além disso, o Banco Central (BC) será obrigado a incluir na dívida pública todo o passivo do Tesouro Nacional com o Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES). Para ter uma ideia do tamanho da “criatividade contábil”, o BC relatava uma dívida de 7,4 bilhões de reais do Tesouro Nacional com o BNDES. Mas, graças ao trabalho dos auditores do TCU, descobriu-se que essa dívida era de 19,3 bilhões de reais, quase três vezes maior. O relatório prevê, ainda, que sejam ouvidos os gestores responsáveis por toda essa lambança — entre eles, Guido Mantega, Nelson Barbosa e Luciano Coutinho.
Um dos bancos públicos mais afetados com a falta de repasses do Tesouro Nacional é a Caixa Econômica Federal — que, para esconder o rombo, também usou de “criatividade”, ao positivar os seus resultados com saldos de contas de poupança que já haviam sido encerradas. Sim, um escândalo.
Se o relatório do TCU for aprovado, o impacto fiscal nas contas do governo será de 12,2 bilhões de reais.

Se o relatório do TCU for aprovado, Dilma Rousseff poderá ser acusada de improbidade administrativa, por ter ferido a Lei de Responsabilidade Fiscal. E improbidade administrativa abre caminho para o o processo de impeachment.


Eles pedalam e nós pagamos o pato

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