Pré-sal: não é preço que atrapalha

Se você tem uma mercadoria que custa US$ 45 para ser produzida, mas o mercado está pagando apenas US$ 40 por ela, melhor nem sair da cama, certo? Nem tanto. Às vezes, tudo é uma questão de perspectiva. É o que acontece com o pé atrás dos investidores em relação ao pré-sal. O ponto em que custos e receitas empatam (o chamado break even) é de US$ 45, segundo a Petrobras, mas o barril de petróleo é negociado, ultimamente, por menos do que isso. Ainda assim, a exploração seria atraente para outras empresas, no longo prazo, se não fossem duas jabuticabas nas regras brasileiras do pré-sal: o modelo de partilha e a exigência de conteúdo nacional. É mais um exemplo de como o Brasil fabrica crises e culpa os outros.

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