6 x 4 - SUPREMO LIBERA VENDA DE REFINARIAS PELA PETROBRAS

Por 6 votos a 4, o Supremo liberou a venda de refinarias pela Petrobras sem necessidade de autorização prévia do Congresso.

A estatal planeja vender 8 de suas 13 refinarias até 2024, o que representa metade de sua capacidade de refino de petróleo. A operação pode gerar um reforço de caixa de até US$ 30 bilhões. O objetivo é reduzir o endividamento para reforçar investimentos no pré-sal.

Em agosto, o Congresso questionou no STF a forma da venda. Argumentou que a Petrobras se desfaz dos ativos com a transformação das refinarias em subsidiárias, de modo que a venda não precise passar pelo aval dos parlamentares, como ocorre com estatais.

No julgamento de hoje, o relator, Edson Fachin, votou pela suspensão do processo de desinvestimento. Ele queria discutir como a venda de refinarias deveria ocorrer numa outra ação, relativa a privatização.

Ele foi seguido por Rosa Weber, Ricardo Lewandowski e Marco Aurélio Mello.

“Zelar pelos bens pertencentes à União e a disponibilidade destes é atribuição do Congresso Nacional, sendo obrigatória sua participação para sustar atos que exorbitem o poder regulamentar do Poder Executivo”, afirmou hoje na sessão.

Alexandre de Moraes abriu a divergência e obteve a adesão da maioria, com os votos de Luís Roberto Barroso, Dias Toffoli, Cármen Lúcia, Gilmar Mendes e Luiz Fux.

“Não se perde com criação de subsidiária. Não me parece que haja qualquer desrespeito à decisão do STF. Não há desvio de finalidade, não há fraude. Não é para fatiar, mas é um elaborado plano voltado para garantir maiores investimentos, priorizar determinadas áreas e garantir maior eficiência e eficácia. Processo de desinvestimento pretende garantir melhor realocação das verbas da estatal”, afirmou Moraes no julgamento.

Leia aqui a íntegra do voto de Alexandre de Moraes.

Leia mais: Exclusivo: o objetivo secreto do 'inquérito do fim do mundo' do STF
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