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Toyota aguarda reforma tributária para rever investimentos no Brasil

Em meio à pandemia da Covid, desvalorização do real impulsionou as exportações da montadora, que emprega 5,3 mil pessoas no país
Toyota aguarda reforma tributária para rever investimentos no Brasil
Foto: Toyota/Divulgação

A desvalorização do real frente ao dólar impulsionou a produção da Toyota no Brasil em meio à pandemia da Covid, quando diversas outras empresas, inclusive do setor automotivo, acabaram fechando as portas.

Entre janeiro e abril deste ano, a Toyota exportou 18.689 carros, um salto de 165% na comparação com igual período do ano passado. Argentina, Colômbia e Peru estão entre os 22 países que receberam unidades produzidas no Brasil.

“O real desvalorizado e o excesso de capacidade ociosa favoreceram a exportação, o que nos trouxe bons resultados”, disse a O Antagonista Roberto Braun, diretor de relações governamentais da Toyota, que tem quatro fábricas no interior de São Paulo.

As vendas para o mercado interno se mantiveram estáveis nos primeiros quatro meses de 2021, também na comparação com o mesmo período de 2020 — variação de 0,1%, com a venda de 46.568 unidades.

“Não demitimos e ainda contratamos”, afirmou Braun, destacando o aumento dos pontos de produção na fábrica de Sorocaba. A Toyota emprega atualmente 5,3 mil brasileiros.

“Com o abre e fecha, em razão da pandemia, fica muito difícil fazer qualquer previsão. Por isso, só de manter as vendas já foi um ótimo resultado”, acrescentou o executivo da montadora.

Braun disse também que a Toyota no Brasil “torce para que a reforma tributária dê certo”. A proposta está engatinhando no Congresso. O desfecho da tramitação será determinante para a empresa rever seus investimentos no país.

“Estamos torcendo, porque reforma tributária significa melhor ambiente de negócios, significa previsibilidade. Por enquanto, mantivemos nosso último investimento no Brasil — de US$ 1 bilhão desde 2019 –, mas não temos cenário claro para continuar com os investimentos daqui para frente. Isso vai depender das reformas.”

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