"Um presidente para fazer reformas precisa ter um mandato reformista"

Em entrevista ao G1, o economista e ex-diretor do Banco Central Alexandre Schwartsman disse que a agenda de reformas econômicas está bastante ameaçada diante da fraqueza da economia e da percepção dos brasileiros de que não houve melhora da situação econômica do Brasil.

O próximo presidente, defende Schwartsman, terá o desafio de sustentar “um mandato reformista”.

“Um presidente para fazer reformas precisa ter um mandato reformista. Parte da dificuldade do Temer é que ele não tem um mandato reformista. Então, por que o Congresso vai seguir os desejos de um presidente que não teve um mandato popular para fazer isso? O cara que se elegeu dizendo que não vai fazer reforma, na hora que ele for tentar fazer, vai acontecer o que aconteceu com a Dilma. A popularidade dela ao ser reeleita era de 40%. Em fevereiro de 2015, tinha despencado para 10%. O Congresso vai cobrar caríssimo por qualquer apoio. Vai sentir cheiro de sangue na água e vai destroçar um cara desse, em particular se ele for eleito fora do eixo partidário mais tradicional.”

Comentários

  • Gil -

    Será que ele acha, mesmo, que a solução só poderá vir dos mesmos? Os mesmos que execramos?

  • Brás -

    É a verdade, mas me soa um pouco hipócrita. Quando Temer assumiu a presidência, havia um consenso tácito na direita de que Temer seria uma ótima oportunidade que o país tinha para fazer as tais reformas. Ninguém exibiu escrúpulos de consciência sobre a sua legitimidade para fazê-las.

  • Protagonista -

    Reforma para quem, Schw...? Para beneficiar os banqueiros e sua turma, Schw...? Reformas só servem para alguma coisa se forem para o povo, para melhorar os serviços essenciais, o que costuma ser o contrário do que se faz (veja o lixo da PEC dos textos)... Para lucros de banqueiros, deixa como está.

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