Visto de fora

O Guardian, hoje, publicou uma reportagem sobre a economia brasileira:

“Quanto mais você olha para os dados, mais frágil o Brasil parece…

Sua economia corre o risco de desmoronar como um conjunto de dominós…

A inflação do Brasil, hoje, está rodando os 7,5%…

Na quarta-feira, o Banco Central elevou as taxas de juros para 12,75%, o maior nível em seis anos. O problema é que o país aumenta os juros em um momento em que sua economia está à beira da recessão. Entre 2002 e 2008, a economia do Brasil expandiu-se a um ritmo de 4% ao ano. Neste ano, o PIB deverá cair 0,5%…

A confiança do consumidor está em seu nível mais baixo desde 2005…

O real está afundando…

O Brasil tem US$ 250 bilhões de sua dívida em dólares… Um real fraco significa que essa dívida está ficando cada vez mais pesada…

Oficialmente, a dívida pública do Brasil é de cerca 65% do PIB – a maior entre os BRICs. No entanto, de acordo com a Moody’s, o número chega a 100% quando a dívida indireta é contabilizada…

Nos dois primeiros meses deste ano, 27 empresas brasileiras foram rebaixadas…

Os gastos com o pagamento de juros equivalem a 6% do PIB e aumentaram 25% no ano passado em relação a 2013…

O melhor exemplo desse quadro desolador é a Petrobras. Atolada em um escândalo de corrupção, ela teve sua nota rebaixada para o grau especulativo…

O temor é que o Brasil acabe preso em um ciclo negativo e que nenhuma medida monetária ou fiscal consiga tirá-lo do buraco em que se meteu…

É difícil prever o que pode derrubar o primeiro dominó. Mas quando eles começam a cair, interromper a queda é quase impossível.”

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