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Voo de galinha em 2022 já está contratado

O processo de aumento de juros do Banco Central afetará o crescimento no próximo ano, que terá algum fôlego no consumo das famílias
Voo de galinha em 2022 já está contratado
Foto: Marcos Santos/USP Imagens

O Banco Central iniciou o processo de aumento de juros para conter a inflação e promete entregar o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) dentro da meta em 2022. O alvo central é de 3,5%, mas o indicador pode variar de 2% a 5%. O aperto monetário afetará o crescimento, que será um voo de galinha, impulsionado pelo consumo das famílias.

Os juros altos limitam que as famílias e as empresas busquem empréstimos para consumir e para investir. Com isso, o ritmo de crescimento tende a diminuir. A geração de empregos, que deve continuar em 2022, dará fôlego ao PIB. Quem conseguir uma vaga com carteira assinada voltará a gastar, o que será suficiente para que a expansão do PIB seja sustentável.

O Bradesco estima que o PIB terá alta de 1,6% em 2022 e o principal vetor de crescimento nos próximos seis trimestres será o consumo das famílias, com expansão de 3,5% até dezembro e de 1,9% no próximo ano.

“Os principais determinantes para a nossa projeção passam pelo consumo, sustentado pela gradual melhora no mercado de trabalho e reabertura da economia, além da expansão do mercado de crédito e da dinâmica do cenário global”, afirmou o banco em relatório aos clientes.

Segundo a instituição financeira, o risco de apagão pode retirar de 0,5 a 0,7 ponto percentual do PIB, caso a crise hídrica piore em 2022.

Um crescimento econômico sustentável depende de uma economia com baixa inflação, equilíbrio fiscal e investimentos. Nada disso é uma realidade no Brasil. Com isso, o voo de galinha de 2022 está contratado. 

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