"Não haverá nenhum susto para a sociedade", diz Maia sobre acordo com Guedes para PEC Emergencial e reforma tributária

“Não haverá nenhum susto para a sociedade”, diz Maia sobre acordo com Guedes para PEC Emergencial e reforma tributária
Arte: O Antagonista

Em entrevista Claudio Dantas, no Gabinete de Crise, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, fez um balanço do jantar de reaproximação com o ministro Paulo Guedes, ocorrido na segunda-feira 5. Ele disse que o encontro teve o “simbolismo” de mostrar a afinidade entre as agendas do Congresso e do governo.

Segundo Maia, a prioridade é aprovar a PEC Emergencial, para garantir uma “sinalização de que o teto de gastos não será modificado”, e a reforma tributária, para “melhorar o ambiente de negócios”.

“O principal é PEC emergencial, e, se queremos ver o Brasil crescer de forma sustentável, deveríamos pensar em dar um passo com a reforma tributária, para melhorar o ambiente de negócios, gerando esse crescimento, podemos aumentar a arrecadado. O jantar teve esse simbolismo de que não haverá nenhum susto para a sociedade brasileira.”

Segundo Maia, está em discussão “não apenas um programa de renda para que as pessoas que estão fora do Bolsa Família possam ser incorporadas nesse momento pós-pandemia, mas uma regulamentação que garanta uma sinalização de 24, 36 meses de que o teto de gastos não será modificado”.

“Essa expectativa é muito grande daqueles que investem no país.”

Nesse contexto, o presidente reclamou da disputa entre parlamentares pelo controle da Comissão Mista do Orçamento, que dominou a pauta política na semana.

“O que está se disputando? Um orçamento que no próximo ano está limitado a R$ 1,485 trilhão, sendo que R$ 1,410 trilhão são despesas correntes que não se pode mexer, e R$ 70 a R$ 80 bilhões de despesas discricionárias para manutenção da máquina. Se somar uma com a outra, já bateu no teto. Em vez de gastarmos nossas energias com um comissão que hoje é irrelevante, vamos primeiro unir esforços para aprovar a PEC Emergencial, como vamos melhorar as despesas, realocar as que estão mal alocadas e abrir esse espaço. Se a gente conseguir aprovar essa PEC, aí vamos ter pelo que brigar. Essa briga hoje é desnecessária e pode inviabilizar a aprovação da PEC emergencial. Não aprovou? O câmbio vai continuar subindo, a taxa de juros… imagina a de longo prazo a 14% com uma dívida de 100% do nosso PIB. Olha o custo que vai ser para toda a sociedade. A inflação já é a mais alta desde 2003.”

Assista ao trecho:

 

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