A França: despreparada como em 1940 diante dos alemães

A verdade é que a polícia francesa está para os jihadistas, em 2015, assim como o exército francês para o alemão, em 1940. A França descobre que tem uma polícia relativamente mal-equipada, com uma área de inteligência sofrível, incapaz de fornecer informações confiáveis — depois de quatro horas, ainda não se sabe ao certo o número de reféns na mercearia judaica ou o número de mortos e feridos na Porte de Vincennes, que variam a cada minuto. Além disso, quando há informações corretas, elas são liberadas tarde demais, caso do nome e da foto de Amedy Coulibaly, que ontem havia matado uma policial e ferido um funcionário da prefeitura de Paris e, hoje, sem que nenhum civil pudesse reconhece-lo, invadiu a mercearia e ameaça assassinar mais inocentes.
Por último, é o caso de perguntar como a Justiça mandou soltar terroristas, sem exercer qualquer vigilância sobre eles, ainda mais num país que abriga uma extensa rede de jihadistas composta por jovens nascidos na França e imigrantes provenientes do Magreb e do Oriente Médio. Para ter uma ideia, há quase mil jovens franceses que atualmente combatem na Síria e no Iraque, ao lado do Estado Islâmico e da Al-Qaeda — e uma boa quantidade que voltou para a França, a fim de praticar atos de terrorismo como os que estão espantando o mundo desde anteontem.
O governo francês ainda não entendeu que também vive uma guerra interna.


A rendição de Paris

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