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A "realidade imutável das provas" liquida narrativas

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Editorial de O Globo trata da tentativa de vitimização de líderes políticos sul-americanos diante da enxurrada de provas de que cometeram ilegalidades.

“É o caso dos ex-presidentes Lula, Cristina Kirchner (Argentina), Ollanta Humala (Peru) e Rafael Correa (Equador). Eles incorporaram a tese às narrativas de ‘resistência’ à ‘perseguição política’ com que habitualmente emolduram as respectivas biografias”, diz o texto.

“Os laços entre os quatro ex-presidentes vão além das relações pessoais construídas na contemporaneidade do poder. Demonstram afinidade no modo de fazer política. Nos tribunais de seus países respondem por uma engrenagem de corrupção sistêmica, que deslegitimou instituições e partidos, e ainda obstruiu a competição empresarial, em privilégio de grupos financiadores de campanhas eleitorais. Não é casual a onipresença da Odebrecht, para citar uma das empresas favorecidas, nos processos sobre corrupção que envolvem Lula, Cristina, Ollanta e Correa. A empreiteira é ré confessa no Brasil, Argentina, Peru e Equador.”

E mais:

“Não deixa de ser irônico que líderes de esquerda na América do Sul tenham ido buscar no porão militar do ‘imperialismo’ americano sua principal arma de defesa nos processos por corrupção. Lula, Cristina, Ollanta e Correa decidiram que estão absolvidos pela História. O problema é a realidade imutável das provas judiciais.”

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