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Ambientalistas apontam 'afirmações delirantes' de Bolsonaro na ONU

Presidente distorceu dados para afirmar que o desmatamento na Amazônia caiu em sua gestão; na verdade, ele aumentou 56% em seus dois primeiros anos
Ambientalistas apontam afirmações delirantes de Bolsonaro na ONU
Reprodução/ONU/YouTube

Ambientalistas criticaram duramente as afirmações de Jair Bolsonaro sobre o meio ambiente em seu discurso na Assembleia-Geral da ONU em Nova York nesta terça, 21.

O presidente brasileiro afirmou, por exemplo, que na Amazônia houve “redução de 32% do desmatamento no mês de agosto, quando comparado a agosto do ano anterior”. O dado, porém, é do programa Deter, que apenas localiza áreas em que a vegetação foi alterada —em geral, em agosto se queima o que já havia sido desmatado para abrir espaço para soja ou pecuária.

O desmatamento verdadeiro é calculado por outro programa, o Prodes, que aponta alta de 56% no desmate nos dois primeiros anos do governo Bolsonaro.

“Bolsonaro deve saber a diferença entre o Deter e o Prodes, mas ele usa os números para agradar à própria claque”, diz Marcio Astrini, do Observatório do Clima. Para Eduardo Viola, da UnB, o discurso foi “cheio de mentiras, incluindo algumas afirmações delirantes”.

LEIA AQUI a reportagem de Duda Teixeira na Crusoé; assine a revista e apoie o jornalismo independente.

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