Aperto nas fronteiras e na internet contra o terrorismo na Europa

Antes da manifestação em Paris, o ministro do Interior da França, Bernard Cazeneuve, reuniu-se com os ministros correspondentes de onze países do continente, mais o secretário de Justiça americano, Eric Holder, para tomar medidas concretas contra o terrorismo. A primeira delas será estabelecer o quanto antes uma parceria com as empresas da internet, a fim de garantir a identificação e a retirada imediata da rede  de conteúdos e mensagens que incitem o ódio e o terror — o Facebook, principalmente, tem sido amplamente usado pela Al-Qaeda e o Estado Islâmico, para cooptar jihadistas entre os jovens da Europa e dos Estados Unidos.
Outra medida é aumentar o controle sobre as viagens ao exterior dos cidadãos pertencentes à União Europeia — em especial daqueles que se dirigem a países muçulmanos do Norte da África e do Oriente Médio. Com isso, quer-se dificultar  a ida de jovens europeus para campos de treinamento de organizações terroristas, caso de Chérif Kouachi, que fez um “estágio” no Yêmen — além de impedir fuga de casos perdidos, como a francesa Hayat Boumeddiene, namorada de Amedy Coulibaly. Suspeita de ter escapado do mercado judaico em Porte de Vincennes, antes que a polícia invadisse o local, ela, na verdade, fugiu no dia 2 de janeiro para a Síria, depois de ter tomado um avião da Espanha para a Turquia.