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'Bomba flutuante' estava no porto de Beirute desde 2013

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Documentos mostram que a carga de nitrato de amônio, provável responsável pela explosão ontem em Beirute, estava no porto desde 2013.

O site especializado Shiparrested trouxe newsletter em 2015 contando a história da embarcação Rhosus, com bandeira da Moldávia, que deixou o porto de Batumi, na Geórgia, com destino ao Moçambique, carregando 2 750 toneladas de nitrato de amônio.

O navio sofreu problemas técnicos em rota, tendo de aportar em Beirute.

Após inspeção pela autoridade portuária, o navio foi proibido de navegar e foi abandonado pelos donos. O relato é dos advogados Charbel Dagher e Christine Maksoud.

Por causa dos riscos associados à carga, escreveram à epoca, as autoridades descarregaram o nitrato nos armazéns do porto. Até a data da newsletter, de outubro de 2015, o navio e a carga permaneciam no porto aguardando leilão ou descarte.

Outro site especializado, o FleetMon, publicou em julho de 2014 uma notícia sobre o perigo da “bomba flutuante” que era o Rhosus, embarcado em Beirute desde outubro de 2013. Segundo o relato do Shiparrested, o navio partira da Geórgia em setembro.

O FleetMon deu as mesmas informações: o Rhosus foi embargado após inspeção da autoridade portuária e estava abandonado. O dono do barco “não comunica, não paga salários, não fornece suprimentos”, segundo o texto.

Segundo a Al Jazeera, o atual diretor da alfândega libanesa, Badri Daher, contou à emissora local LBCI que as autoridades enviaram pelo menos cinco cartas, entre 2014 e 2017, a juízes, pedindo providências.

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