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Combinar 1ª dose de AstraZeneca com 2ª de Pfizer traz "alta eficácia" em estudo na Dinamarca

Mais de 144 mil dinamarqueses receberam uma 1ª dose de AstraZeneca e uma 2ª de Pfizer ou Moderna, a maior parte deles idosos e profissionais de saúde
Combinar 1ª dose de AstraZeneca com 2ª de Pfizer traz “alta eficácia” em estudo na Dinamarca
Foto: Myke Sena/MS

A combinação de uma 1ª dose da vacina da AstraZeneca com uma 2ª dose da vacina da Pfizer ou da Moderna fornece “boa proteção”, segundo estudo divulgado na semana passada pelo Instituto Estatal do Soro da Dinamarca. A reportagem foi publicada nesta segunda (2) pela Reuters.

Um número crescente de países tem considerado usar uma vacina diferente para as segundas doses. A medida é especialmente importante na Dinamarca, onde as autoridades suspenderam a aplicação da vacina da AstraZeneca em abril, citando preocupação com efeitos adversos muito raros.

Mais de 144 mil dinamarqueses receberam uma 1ª dose de AstraZeneca e uma 2ª de Pfizer ou Moderna, a maior parte deles idosos e profissionais de saúde.

“O estudo mostra que 14 dias depois do programa de vacinação combinada o risco de infecção por SARS-CoV-2 foi reduzido em 88% comparado a indivíduos não vacinados”, disse o Instituto Estatal do Soro (SSI, na sigla em dinamarquês).

Para o SSI, foi uma “alta eficácia”, comparada à taxa de 90% de duas doses da Pfizer em outro estudo dinamarquês.

O estudo não pôde concluir se a mesma proteção se aplica à variante Delta, que já é a prevalente no país.

Os dados de eficácia do estudo são apenas para sintomas. Não valem para hospitalizações ou mortes, já que não ocorreram em quem recebeu a vacinação combinada.

Pelos dados da Johns Hopkins, a Dinamarca registrou até hoje pouco mais de 2.500 mortes por Covid, ou cerca de 43 mortes por 100 mil habitantes. No Brasil, já são mais de 550.000 mortes, cerca de 264 por 100 mil habitantes.

No Brasil, são aplicadas quatro vacinas: AstraZeneca, Coronavac, Janssen e Pfizer. A da Moderna não foi comprada pelo Brasil.

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