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Congresso dos EUA investiga embaixador no Brasil por ajudar reeleição de Trump

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A Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados dos EUA quer saber do embaixador Todd Chapman se ele sinalizou a brasileiros que poderiam ajudar a reeleger Trump mudando políticas comerciais.

Em carta enviada nesta sexta (31), o presidente da Comissão, deputado Eliot Engel, pediu a Chapman todos os documentos relacionados a discussões que manteve com agentes do governo brasileiro nas últimas semanas sobre as tarifas ao etanol. O etanol é parte importante da pauta de exportações do Iowa, um dos estados-chave nas eleições americanas.

Eliminar tarifas brasileiras sobre o etanol ajudaria Trump a conquistar votos entre os agricultores do Iowa.

Eliot Engel é o mesmo deputado que pediu nesta segunda-feira (27) a família Bolsonaro fora das eleições nos EUA.

Ele exerce em Washington função equivalente à de Eduardo Bolsonaro: presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados.

Engel também criticou a atitude de Chapman ao defender a manifestação de Eduardo Bolsonaro sobre a eleição americana.

“Embora o Sr. [Eduardo] Bolsonaro tenha o direito de falar livremente, simplesmente não é adequado a funcionários do governo – em qualquer um dos Poderes – promover as campanhas de candidatos nos Estados Unidos. Depois de tudo o que ocorreu na eleição presidencial dos EUA em 2016, o senhor deveria ter melhor juízo”, escreveu Engel ao embaixador Chapman.

O Departamento de Estado (o MRE americano) informou que as alegações sugerindo que Chapman tenha pedido a brasileiros apoio a um candidato específico são falsas.

O deputado Engel citou uma reportagem de O Globo, que nesta quinta (30) publicou que Chapman tem feito lobby em Brasília para zerar as tarifas de importação ao etanol americano. Entre os argumentos, estaria a importância para o governo Bolsonaro da manutenção de Trump na Casa Branca.

Em livro lançado em junho, o ex-diplomata John Bolton disse que Donald Trump pediu ao ditador da China, Xi Jinping, para comprar produtos agrícolas dos EUA e assim ajudá-lo a ganhar votos em estados com indústria agrícola na eleição de 2020.

John Bolton foi conselheiro de segurança nacional no governo Trump, de abril de 2018 a setembro de 2019.

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