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Crusoé: o castigo dos hermanos

A economia, que foi determinante para empurrar Mauricio Macri para fora da Casa Rosada, deverá fazer o mesmo com Alberto Fernández
Crusoé: o castigo dos hermanos
Foto: Presidência da Argentina, Divulgação

O governo de Alberto Fernández e Cristina Kirchner obteve uma derrota histórica nas eleições primárias da Argentina, realizadas no último domingo para definir quais candidatos poderão disputar vagas no Parlamento, em novembro, diz a Crusoé. O que explica o desempenho fraco do governo é a economia, assim como ocorreu com Mauricio Macri.

“Fernández e Macri, presidente entre 2015 e 2019, recorreram a estratégias diferentes para tentar solucionar os problemas do país. Nenhum deles obteve sucesso. Macri entrou na Casa Rosada após um longo período peronista — um mandato de Néstor Kirchner e dois de Cristina Kirchner —, com a intenção de eliminar o protecionismo e o intervencionismo estatal. Ele seguiu a cartilha ortodoxa para conter a inflação, que manda cortar gastos federais. A inflação, indiferente, seguiu em alta. No ano em que ele tentou a reeleição, o preço dos alimentos e bebidas subiu 60%.”

“Em um ano, a faixa da população argentina que vive na pobreza foi de 32% para 35%. Os investimentos externos não apareceram porque a disputa entre China e Estados Unidos levou o dinheiro para longe dos mercados emergentes. Macri foi bem-sucedido em conseguir um empréstimo de 56 bilhões de dólares com o Fundo Monetário Internacional, o FMI. Mas o montante não chegou a ser totalmente desembolsado, porque a entidade exigia o controle do déficit fiscal. No fim de seu mandato, ele passou a criticar ainda mais fortemente sua antecessora, Cristina Kirchner, na esperança de jogar toda a culpa nela e reverter o resultado nas urnas depois de uma derrota nas primárias, em 2019. Não deu certo.”

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