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Diplomata da Noruega não responde se país vai reconhecer Talibã como governo

"A atual situação no e ao redor do Aeroporto Internacional de Kabul também não está clara e é profundamente preocupante"
Diplomata da Noruega não responde se país vai reconhecer Talibã como governo
Reprodução/ONU/YouTube

O representante permanente adjunto da Noruega na ONU, Odd-Inge Kvalheim, não respondeu nesta segunda (16) se seu país vai reconhecer o Talibã como governo do Afeganistão.

Kvalheim disse que Noruega e Estônia foram as delegações responsáveis por chamar o Conselho de Segurança da ONU para uma reunião sobre a situação no país.

“Nossa principal preocupação é a segurança e o bem-estar do povo”, disse o diplomata, em coletiva de imprensa minutos antes da sessão.

“Agora mesmo, milhares de civis afegãos, jovens e velhos, estão mais uma vez deixando suas casas por medo do que vai acontecer suas vidas e com seus futuros. O país e sua população estão agora encarando uma crise de várias camadas de proporções muito significativas. Pedimos o fim imediato da violência no Afeganistão, a restauração da segurança e da ordem civil, conversas urgentes para resolver a atual crise de autoridade e chegar a uma decisão pacífica”, acrescentou.

“A restauração da lei e da ordem em Kabul deve ter a máxima prioridade. Há relatos perturbadores de pilhagem e caos. A atual situação no e ao redor do Aeroporto Internacional de Kabul também não está clara e é profundamente preocupante. Pedimos a todas as partes que assegurem que todos os afegãos e nacionais estrangeiros que desejam sair do país, por ar ou terra, possam fazê-lo de maneira segura e ordenada”.

O embaixador deixou a coletiva sem responder à pergunta de uma repórter: “Embaixador, o senhor reconherá o Talibã como governo?”.

Neste ano, os membros rotativos do Conselho de Segurança são Estônia, Índia, Irlanda, México, Níger, Noruega, Quênia, São Vicente e Granadinas, Tunísia e Vietnã. Cada membro rotativo serve um mandato de dois anos.

Os membros permanentes, com poder de veto, são Estados Unidos, Reino Unido, França, Rússia e China.

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