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Dono do Alibaba está desaparecido

O bilionário chinês Jack Ma (Mǎ Yún), fundador do Alibaba, não é visto em público há mais de dois meses. Em dezembro, a China abriu investigação contra o grupo de e-commerce por suspeita de monopólio.

Um IPO do Ant Group, de Jack Ma, também foi suspenso.

Na semana passada, o governo chinês ordenou que o grupo, dono da maior plataforma de pagamento digital do país (Alipay), reduzisse suas operações, alegando falhas na governança corporativa da companhia.

O cerco regulatório começou em outubro, depois que o bilionário fez críticas ao governo durante uma conferência. “A China não tem um problema de risco financeiro sistêmico“, disse Ma no Bund Summit.

“As finanças chinesas basicamente não carregam riscos; em vez disso, o risco vem da falta de um sistema. A boa inovação não tem medo de regulamentação, mas tem medo de regulamentação desatualizada. Não devemos usar a maneira de administrar uma estação de trem para regular um aeroporto.”

Dias depois, a conta oficial do WeChat da Xinhua (agência de notícias estatal) postou um artigo com o título “Não fale impensadamente, não faça o que quiser, as pessoas não podem agir por vontade própria”.

O texto veio acompanhado de uma pintura de Kaii Higashiyama, popular artista do pós-guerra, mostrando uma nuvem no céu em forma de cavalo, numa clara referência ao magnata – Mǎ Yún significa nuvem em forma de cavalo.

O empresário é membro do Partido Comunista Chinês e, desde o início da ofensiva governamental, já perdeu US$ 11 bilhões de sua fortuna – estimada agora em US$ 50,9 bilhões.

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