E se nem Hillary, nem Trump vencer?

À medida que a eleição nos EUA se embola, um temor toma conta das duas campanhas: segundo as regras do colégio eleitoral, é possível que nem Hillary, nem Trump vença, e os americanos acordem, na quarta-feira, sem saber quem ocupará a Casa Branca.

Viagem? Nem de longe, segundo a Bloomberg. Eis o porquê:

1. Para vencer, Hillary ou Trump precisam de, pelo menos, 270 votos do colégio eleitoral, que conta com 538 delegados dos 50 Estados americanos, mais o Distrito de Colúmbia.

2. Embora a eleição esteja polarizada entre a democrata e o republicano, há um candidato independente com condições concretas de melar o jogo: Evan McMullin. Ele tenta vencer a eleição em seu Estado, Utah, que conta com seis delegados.

3. Se isso ocorrer, é possível que nenhum dos dois principais postulantes à Casa Branca reúna delegados suficientes, dada a situação de empate técnico apontada nas pesquisas.

4. O que acontece, então? Quem assume a tarefa de eleger o sucessor de Obama é a Câmara dos Deputados. Cada Estado representado na Casa passaria a contar como uma pequena delegação, que deveria deliberar, entre si, que candidato apoiaria. Cada bancada estadual contaria apenas com um voto.

5. Estados em que a bancada rachasse seriam excluídos do pleito.

6. O importante é que a escolha seria feita pela próxima legislatura, que assume em 3 de janeiro.

7. Como a tendência é que os republicanos assumam a maioria da Câmara, a hipótese de eleição via parlamento tenderia a favorecer Trump.

8. Em tempo: esse processo já ocorreu duas vezes, na história americana: em 1824, quando a Câmara elegeu John Quincy Adams; e em 1836, quando o eleito foi Richard M. Johnson.

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