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Em depoimento, tenente-coronel do Exército diz que Trump pressionou Ucrânia

Em um dos depoimentos com maior potencial de danos para Donald Trump, o tenente-coronel Alexander Vindman, especialista em Ucrânia no Conselho de Segurança Nacional, disse que ouviu o presidente americano pressionar o líder ucraniano Volodymyr Zelensky para que fizesse avançar a investigação sobre Hunter Biden, filho de Joe Biden, um dos pré-candidatos democratas à Casa Branca.

Segundo o relato de Vindman, ele informou duas vezes a equipe jurídica da Casa Branca sobre o comportamento de Trump.

“Não achei adequado exigir que um governo estrangeiro investigasse um cidadão dos EUA e fiquei preocupado com as implicações no apoio do governo dos EUA à Ucrânia”, afirmou o militar. “Percebi que, se a Ucrânia prosseguisse uma investigação sobre Biden e a [empresa] Burisma, isso provavelmente seria interpretado como uma jogada partidária que, sem dúvida, resultaria na perda do apoio bipartidário que a Ucrânia tem até o momento.”

De acordo com Vindman, “tudo isso prejudicaria a segurança nacional dos EUA”.

É a primeira vez que um funcionário do governo americano afirma, em depoimento, que ouviu a conversa entre Trump e Zelensky e que o presidente dos EUA tentou pressionar o ucraniano.

Trump atacou Vindman — um veterano condecorado da guerra do Iraque — nas redes sociais e utilizou a hashtag #NeverTrumpist ao se referir ao militar. “Mais quantos #NeverTrumpist vão ter permissão para falar sobre um telefonema perfeitamente adequado?”, questionou o presidente.

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