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Em meio a pressão política, Líbano interrompe investigações sobre explosão em porto

O juiz responsável pelo caso, Tariq Bitar, é acusado de parcialidade por parlamentares convocados a depor, que acionaram a Corte de apelações
Em meio a pressão política, Líbano interrompe investigações sobre explosão em porto
Foto: Reprodução

As investigações sobre a explosão no porto de Beirute, no Líbano, em agosto do ano passado, foram interrompidas pela segunda vez em três semanas. O fato ocorreu em meio à pressão de políticos sobre Tariq Bitar, o juiz responsável pelo caso.

O magistrado havia emitido um mandado de prisão contra o ex-ministro das Finanças Ali Hasan Khalil, que não tinha respondido à convocação para um interrogatório. O mesmo procedimento foi adotado contra o ex-ministro Youssef Finianos, no final de setembro.

Após os episódios, políticos apresentaram queixas sobre a conduta de Tariq Bitar à Corte de apelações. Com isso, as apurações foram interrompidas até que o Judiciário se manifeste. No mês passado, o tribunal rejeitou os pedidos para a substituição do juiz.

A investigação trabalha com a hipótese de que políticos sabiam dos riscos de explosão do nitrato de amônio armazenado do porto, mas nada fizeram para impedi-la. Cerca de 200 pessoas morreram no episódio. À época, o presidente Jair Bolsonaro enviou Michel Temer ao Líbano para comandar missão humanitária.

Em julho, Bitar chegou a convocar para depor várias autoridades, incluindo o ex-primeiro-ministro Hassan Diab. Políticos ignoraram os chamados, e os mandados de prisão emitidos não foram cumpridos. Ele é o segundo juiz a comandar o caso. Bitar substituiu Fadi Sawan, afastado em fevereiro após pressão dos políticos que se tornaram alvo do inquérito.

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