Eu, Cristina Kirchner, indiciada e desesperada

A presidente Cristina Kirchner foi indiciada por acobertar os terroristas iranianos que promoveram o atentado sangrento contra um centro israelita em Buenos Aires, em 1994. O promotor Gerardo Pollicita, que substituiu Alberto Nisman, encontrado morto há quase um mês em seu apartamento, usou as mesmas provas colhidas pelo seu antecessor. O chanceler Héctor Timerman e aliados da presidente também foram indiciados.

O chefe de gabinete da Casa Rosada, Jorge Capitanich, aquele que rasgou páginas do jornal Clarín numa entrevista coletiva, disse que a decisão do promotor é “golpismo”.

O Antagonista tem, agora, uma questão. O que Jorge Capitanich vai fazer a mando da presidente desesperada: rasgar o código penal argentino e a Constituição do país na frente das câmeras?

Dilma Rousseff no Brasil, Cristina Kirchner na Argentina, Nicolás Maduro na Venezuela, Evo Morales na Bolívia… Essa gente é capaz de destruir uma nação, para perpetuar-se no poder e esconder os seus crimes e os de seus camaradas. Isso, sim, é golpismo.

A América Latina continua a ser um continente pateticamente trágico.