Fascismo nas escolas catalãs

Depois do inglês, o espanhol (mais precisamente, o castelhano) é a língua ocidental mais falada do mundo — além de contar com uma tradição literária riquíssima, da qual “Dom Quixote” é a pedra mais brilhante.

Mas, na quixotesca Catalunha independentista, muitas escolas resistem a ensinar o espanhol, em paralelo ao catalão.

O ditador Francisco Franco quis abolir o catalão; a turma de Carles Puigdemont quer abolir o espanhol.

O nome disso em qualquer língua é fascismo.

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  1. “Não é fácil mostrar uma língua em pouco espaço, mas aqui fica o artigo primeiro da Declaração Universal dos Direitos Humanos nas duas línguas:
    Castelhano: «Todos los seres humanos nacen libres e iguales en dignidad y derechos y, dotados como están de razón y conciencia, deben comportarse fraternalmente los unos con los otros.»
    Catalão: «Tots els éssers humans neixen lliures i iguals en dignitat i en drets. Són dotats de raó i de consciència, i han de comportar-se fraternalment els uns amb els altres.»
    E uma frase que mostra algumas diferenças óbvias:
    Castelhano: «Quiero hablar con mi primo.»
    Catalão: «Vull parlar amb el meu cosí.»”

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  1. “Não é fácil mostrar uma língua em pouco espaço, mas aqui fica o artigo primeiro da Declaração Universal dos Direitos Humanos nas duas línguas:
    Castelhano: «Todos los seres humanos nacen libres e iguales en dignidad y derechos y, dotados como están de razón y conciencia, deben comportarse fraternalmente los unos con los otros.»
    Catalão: «Tots els éssers humans neixen lliures i iguals en dignitat i en drets. Són dotats de raó i de consciència, i han de comportar-se fraternalment els uns amb els altres.»
    E uma frase que mostra algumas diferenças óbvias:
    Castelhano: «Quiero hablar con mi primo.»
    Catalão: «Vull parlar amb el meu cosí.»”

  2. Mas aí entra aquela velha história, como lá ele é apoiado pela esquerda catalã e pelo PODEMOS, uma espécie de PSOL espanhol, com as mesmas ideias delirantes, hipócritas e inconsequentes, é capaz de vender que os espanhóis são fascistas. Aliás, neste sentido é interessante como parte da mídia brasileira, infestada de esquerdistas, noticia a situação catalã de forma totalmente favorável à Catalunha e contra a Constituição da Espanha.

  3. Post tão absurdo que é até quixotesco responder. Por acaso o Brasil ensina o espanhol por causa de sua “tradição riquíssima”? Então por que justo a Catalunha, que tem um conflito político com a Espanha, tem que ensinar? Agora, independente dos absurdos, convenhamos: apelar para o insulto “fascista” tornou-se tão fácil que logo terão que inventar um corolário da lei de Godwin para incluir esse subfenômeno. O mais engraçado é que ninguém realmente dá a mínima para um insulto quando ele é esvaziado de significado; o próprio Antagonista é chamado de fascista por mais gente do que ele imagina. Nem na Globo eles se sentem confortáveis citando o sítio, e no próprio Manhattan Connection o Diogo Mainardi é um verdadeiro estranho no ninho, tendo inclusive recebido vários questionamentos de Lucas Mendes, cujo posicionamento é mais à esquerda. Uma vez em que isso aconteceu foi quando o Antagonista opinou que as mesquitas da França deviam ser fechadas :(https://www.oantagonista.com/mundo/fechem-todas-as-mesquitas-na-franca/)
    Diogo Mainardi saiu pela tangente e qualificou a afirmação de “exagero retórico”).

  4. Faz tempo que não via um POST nos Antagonistas que concordo 100%
    Parabéns pela CORAGEM de falar somente a VERDADE sem rodeios
    Fascistas de Esquerda que apontavam dedos para Fascistas de Direita
    Acho que o que eles menos querem é DEMOCRACIA e LIBERDADE para o seu POVO
    Só querem um NOVO DITADOR de plantão

  5. Ouvi dizer que nos EUA sequer existe língua oficial, o inglês simplesmente é a língua franca.

    Republiquetas e povinhos fracassados vivem a procura de trincheiras para resistir, talvez ao próprio fracasso…a língua é uma delas, estão sempre querendo defender o vernáculo disso e daquilo…

    Querer proteger língua por decreto é um sinal evidente de fracasso nacional.

  6. Até 1750 falava-se no Estado de São Paulo a chamada “Língua Geral Paulista”, o idioma dos antigos bandeirantes.
    Marquês de Pombal impôs o português aos paulistas pela força, condenando a morte quem se recusasse a seguir essa lei.

    Acho que SP deveria resgatar o seu idioma original.

    1. Achei super curiosa essa notícia. Não conhecia. Mas os bandeirantes não eram portugueses? Qual a origem dessa língua Paulista?

  7. Aqui aboliram o tupi-guarani, depois que um povo estrangueiro impôs o seu idioma na marra. Vamos todos voltar a xinguar os comunistas em tupi.
    http://www.dicionariotupiguarani.com.br/

    1. O problema do tupi-guarani como linguagem é que é extremamente limitada. Descreve as coisas, mistérios e agouros da floresta e é só. Dá pra usar algumas palavras tipo nhenhenhem, coroca, picui(nha) e pindaíba.
       
      Mas tente escrever uma versão traduzida d’O Antagonista e vai ver que não tem como.

  8. Aí exagerou, abolir o catalão era abolir um aspecto cultural de um povo, aí sim, fascismo. Um povo não querer falar ensinar o espanhol é uma medida nacionalista.

    Em verdade, a segunda língua deveria mesmo ser o inglês, já que a primeira era o catalão.

  9. Por que será que a mídia não deixa bem claro que apenas 40% dos catalães votaram nessas eleições pela separação da Espanha?
    Só ouço e vejo notícias do tipo “90% dos catalães votam pela separação.”
    Acontece que 90% de 40% são 36%, que é um resultado MUITO diferente para ser chamado de maioria.
    Lá como cá, tem sempre uns espertalhões lucrando alguma coisa com a instabilidade.

    1. Perfeito Nick e Miriam. Vejam que quem apoia essa loucura catalã é a esquerda catalã e o PoDEMOS, uma espécie de PSOL espanhol e parte da mídia brasileira esquerdista tenta vender a ideia que a Catalunha está certa. Mais interessante ainda é que ninguém noticia que mais de 1000 empresas espanholas mudaram a sede fiscal da Catalunha para outras regiões da Espanha.

    2. A agenda internacional da esquerda está funcionando a todo vapor por lá também.
      É o famoso “nós contra eles”, que já conhecemos muito bem por aqui.

    3. O governo espanhol interditou a eleição e assim só os separatistas compareceram em peso. Enfim, tudo é problematico ali. A Espanha é um país tão bonito, não sei porque querem esse divórcio litigioso.

  10. Quem diria que, em pleno 2017, a lama do nacionalismo ressuscitaria! É o carimbo das épocas estultas. O palerma frustrado projeta as suas desilusões no conceito de “nação”. Indivíduo, pólis e humanidade: esses três entes são reais, o resto é ilusão – algumas necessárias; outras, mero refúgio dos decepcionados com a vida -.

    1. Sabe de nada, inocente! Palerma é aquele que acredita piamente que um burocrata que mora a 500km, 1000km ou até mesmo em outro país sabe o que é melhor para o povo de uma região melhor que o povo que a habita. Palerma é aquele que entrega todas as decisões nas mãos de entes abstratos e representantes não eleitos, como na UE, que é quem manda na Espanha. O povo inglês percebeu isso. Viram que tinham que acatar as decisões de políticos sem rosto e sem voto que governam por portarias e convenções internacionais quase impostas. Você conhece o Junker? Pois é! Os ingleses saíram fora, apesar de todo o terrorismo midiático e ameaças da UE que vem dificultando a transição mas o RU não faliu, como previam mídia e UE. O refugio do frustrado é delegar todas as decisões de sua própria vida a políticos, de forma que se o frustrado se ferrar na vida, tem em quem jogar a culpa. Quem diria que em pleno 2017 ainda tem bobão encantado em ser ruminante governado para não precisar pensar e não precisar tomar decisões!

    1. Na história tudo se repete. Os mulcumanos já dominaram grande parte do Sul da Espanha, até aparecerem Fernando e Isabel e reconquistarem os últimos redutos, a bela Granada, Alhambra…Quem sabe os portugueses invadam novamente o Brasil kkkk

  11. Também no País Basco cada vez mais utilizam a língua local. Ñ sei se chegam ao cúmulo de banir o castelhano das escolas.
    Os catalaes, em geral, sao tremendamente arrogantes. Querem q até os turistas estrangeiros entendam catalao. A mesma coisa dos parisienses. Ambos, catalaes e parisienses, parecem ter medo de que suas línguas desaparecam, especialmente por serem mais difíceis, se comparados ao inglês.

    1. Ainda bem que no Brasil todo mundo é poliglota e fala fluentemente o inglês. Nem lembram que o português é o idioma oficial do Brasil. Parisienses devem aprender com os brasileiros.

  12. Cala boca Antagolixo burro!!!
    A questão da Catalunha é milenar, não é um movimento separatista patético como o que alguns tentam no sul, a Catalunha era um reino, antes da invasão moura, a Catalunha era o reino mais rico de toda península ibérica.
    O que está ocorrendo agora, é que vcs (França/Sabino, e Itália/Mainardi) estão com medo de terem de sustentar uma Espanha sem a Catalunha.
    Vcs golpistas achavam o máximo, agora que a conta chegou, já estão dando para trás.
    Antagolixo é o mesmo lixo, promove a separação, para depois se virarem contra ela.
    Aqui no Brasil fizeram o mesmo com Temer.
    Antagolixo, não sabem se casam, ou se comprar uma geladeira.

    1. Vcs podem falar o que quiserem, o fato é, o espanhol não têm o mesmo sentimento nacionalista brasileiro, eles são bairristas, e sim, desde o século 10, a Catalunha, hora é independente, hora é dependente, a última independência ocorreu entre 1909 e 1913.
      E outra, nunca existiu um “império Franco”, o que existiu, foi a federalização da Espanha, com Madri no controle central, a situação da península ibérica , sempre foi conflituosa, os Países Bascos por exemplo, nunca remeteram seus impostos para o governo de Madri, se os Países Bascos nunca pagaram impostos, por que a Catalunha é obrigada a sustentar a Espanha?
      A questão Catalã, não se restringe a direita, esquerda, atualmente, ambos os lados querem essa separação, tanto, que a maioria dos votos, foram de aposentados, grande maioria da direita conservadora.

    2. Esse brasileiro comum mostra porque é tão comum…Conhece nada de história. Reino milenar ali na Europa são pouquíssimos, e mesmo assim alteraram as fronteiras dezenas de vezes. E a Catalunha nunca foi um reino.

    3. Milenar uma ova. A Catalunha era uma das regiões da Hispania Romana, que fundaram inclusive Barcelona. Os povos bárbaros que habitaram essa região na idade média faziam alianças com os diversos reinos ibéricos pra obter segurança e livrar a europa dos mouros. Depois da unificação da Espanha restou apenas essa região que foi anexada no séc XVIII depois de várias guerras. Claro que existem diferenças regionais na Espanha (como também há na Alemanha por ex), mas em verdade formam uma mesma pátria há séculos. Tanto que os catalães participaram da colonização da América do mesmo jeito. Essa independência não serve pra nada pra eles, a não ser pra ter justificar não ter que reverenciar o rei.

    4. A Catalunha nunca foi um reino. Foi um conjunto de condados subordinados ao Império Franco e que depois se uniram ao reino de Aragão, formando com ele uma federação.

  13. Eles só aceitam ensinar espanhol com sotaque venezuelano. A Catalunha na década de 30 do século passado era o refúgio do Anarquismo e agora é o refúgio do bolivarianismo da idade da pedra.

  14. Não bastasse a Catalunha e o País Basco na Espanha, semana passada a Lombardia e Vêneto tentaram iniciar sua separação da Itália. E várias outras regiões da Europa gostariam de seguir o mesmo caminho. Devíamos voltar logo para a época das Cidades-Estado.

    1. Eu apóio essa ideia!
      Ja imaginou cidades competindo entre si por maior qualidade de vida (menos impostos, eficiência, inovação, facilidade de criar negócios…)?

    1. Verdade, Lucas: fascismo, socialismo, comunismo, nazismo é tudo a mesma face da mesma moeda: O ESTADO É A NOSSA FELICIDADE…….. No limite a ANARQUIA: tudo é todos e todos são de todos….. que felicidade……. e sem muito trabalho, pois ninguém é de ferro…….