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França convoca embaixadores nos EUA e na Austrália para consultas

Acordo entre americanos e australianos para produzir submarinos nucleares cancelou contrato com franceses; chanceler chamou medida de 'facada nas costas'
França convoca embaixadores nos EUA e na Austrália para consultas
Foto: Flickr, France Diplomatie

O chanceler da França, Jean-Yves Le Drian, convocou para consultas nesta sexta-feira (17) os embaixadores franceses nos EUA e na Austrália —gesto que, na diplomacia, sinaliza insatisfação ou desentendimento entre os países envolvidos.

O motivo é o cancelamento pelos australianos de um contrato de 56 bilhões de euros para a compra de submarinos da França, motivado pelo tratado AUKUS.

Assinado nesta semana entre EUA, Reino Unido e Austrália, o acordo prevê transferência de tecnologia para que os australianos construam submarinos nucleares —os submarinos negociados pelos franceses são convencionais— e façam frente ao poderio da China na região do Pacífico.

“A pedido do presidente da República [Emmanuel Macron], decidi chamar imediatamente a Paris para consultas nossos dois embaixadores nos EUA e na Austrália. Esta decisão excepcional é justificada pela excepcional gravidade dos anúncios feitos em 15 de setembro por Austrália e Estados Unidos”, disse o chanceler francês em nota divulgada hoje.

Definitivamente, não foi só a China que não gostou do acordo: Le Drian (retratado na foto que ilustra este post) classificou o tratado, e o consequente cancelamento do contrato de 56 bilhões de euros por parte da Austrália, como uma “facada nas costas”. E afirmou que a política de Joe Biden quanto à Europa era idêntica à de Donald Trump. Os aliados europeus também foram surpreendidos com a retirada das tropas americanas do Afeganistão.

 

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