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Governador de NY assediou 11 mulheres, diz investigação; ele nega

'Nunca fiz avanços sexuais inadequados', diz democrata Andrew Cuomo; apuração comandada pela procuradora-geral de Nova York ouviu 179 pessoas em cinco meses
Governador de NY assediou 11 mulheres, diz investigação; ele nega
Foto: Mike Groll/Office of Governor Andrew M. Cuomo

Uma investigação comandada pela procuradora-geral do estado de Nova York, Letitia James, concluiu que o democrata Andrew Cuomo, o governador nova-iorquino, assediou sexualmente 11 mulheres e violou leis federais e estaduais, enquanto criava um “ambiente de medo” no local de trabalho.

A investigação começou em março, após duas ex-assessoras acusarem Cuomo de assediá-las. Várias outras denúncias surgiram nos meses seguintes.

De acordo com a imprensa dos EUA, os investigadores ouviram 179 pessoas em cinco meses —incluindo mulheres que denunciaram o governador, funcionários e ex-funcionários do governo— e produziram um relatório de 168 páginas.

Segundo a procuradora-geral, Cuomo assediava mulheres com “apalpadas indesejadas”, “toques não consensuais” e “comentários ofensivos”.

Após o anúncio, o líder da maioria no Senado, Chuck Schumer, e a senadora Kirsten Gillibrand, ambos democratas de Nova York, pediram que Cuomo renunciasse. Em março, Joe Biden já havia pressionado o governador pedindo sua renúncia caso as acusações fossem confirmadas.

Em discurso transmitido pela TV, Cuomo negou todas as acusações.

“Os fatos são muito diferentes do que está retratado naquele documento. Quero que vocês saibam diretamente por mim que nunca toquei em ninguém de forma inadequada ou fiz avanços sexuais inadequados. Tenho 63 anos. Vivi toda a minha vida adulta em público. Não sou assim”, declarou o governador.

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