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Justiça dos EUA indicia ex-piloto ligado a falhas em software do avião 737 Max

Segundo os promotores, Mark Forkner deu informações falsas à FFA sobre o sistema, envolvido em acidentes que provocaram 346 mortes
Justiça dos EUA indicia ex-piloto ligado a falhas em software do avião 737 Max
Divulgação/Boeing

A Justiça Federal dos Estados Unidos indiciou nesta quinta-feira (14) o ex-piloto da Boeing Mark Forkner por informações que ele e a empresa deram sobre o avião 737 Max à Federação de Controle de Aviação (FFA).

Forkner, investigado há mais de um ano, é acusado de enganar a entidade e os clientes de companhias aéreas para beneficiar a empresa com milhões de dólares de economia.

Os promotores afirmam que o ex-piloto prestou “informações materialmente falsas, imprecisas e incompletas” sobre o software de controle de voo utilizado na aeronave. O sistema se envolveu em dois acidentes fatais em 2018 e 2019. Ao todo, 346 pessoas morreram nos episódios.

O software, conhecido como MCAS, empurrava no nariz da aeronave para baixo em algumas situações.

“Em uma tentativa de economizar dinheiro para a Boeing, Forkner supostamente ocultou informações críticas dos reguladores, disse o procurador-Geral dos Estados Unidos, Chad E. Meacham.

A Boeing e o Departamento de Justiça anunciaram em janeiro que chegaram a um acordo de US $ 2,5 bilhões para acabar uma acusação criminal de que a empresa conspirou para fraudar a Federação de Controle de Aviação.

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