Macron é alvo da ira do Islã

Emmanuel Macron vem sendo atacado  nos países muçulmanos  por ter defendido com vigor a liberdade de expressão no discurso em homenagem ao professor Samuel Paty, decapitado por um terrorista.

Desde então o presidente francês vem afirmando reiteradamente que o país não vai recuar na defesa da liberdade de publicar caricaturas de quem quer que seja. Paty foi morto covardemente por um jovem de origem tchetchena nascido em Moscou, acolhido como refugiado na França, depois de mostrar a seus alunos caricaturas de Maomé publicadas no jornal Charlie Hebdo, em aula sobre a liberdade de expressão.

A declaração de Macron causou protestos histéricos e movimento por um boicote aos produtos franceses em países como Qatar, Kuwait, Arábia Saudita e Jordânia. No Kuwait, por exemplo, os clientes de um restaurante são convidados a pisar na foto de Macron ao entrar no estabelecimento (veja o vídeo abaixo).

O ditador Recep Erdogan, que está em litígio com Paris pelo apoio da Turquia ao Azerbaijão contra a Armênia, aproveitou a oportunidade para dizer que o presidente francês deveria fazer exame de sanidade mental. Em resposta, a França chamou o seu embaixador em Ancara para consultas.

A França também pediu neste domingo aos governos desses países muçulmanos que “parem” o movimento pelo boicote e se comprometam a “garantir a segurança” dos franceses que neles vivem.

No Twitter, Macron reafirmou:
“Nós continuaremos (a defender as liberdades). Respeitamos todas as diferenças dentro de um espírito de paz. Não aceitamos jamais os discursos de ódio e defendemos o debate razoável. Sempre estaremos do lado da dignidade humana e dos valores universais.”

O tuíte foi traduzido para o árabe e o inglês.

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