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Militares nos EUA planejaram maneiras de impedir golpe de Trump, diz livro

"Este é um momento Reichstag", disse o general Mark Milley a assessores, de acordo com publicação
Militares nos EUA planejaram maneiras de impedir golpe de Trump, diz livro
Foto: Jim Garamone/Joint Chiefs of Staff

O chefe do Estado-Maior Conjunto dos Estados Unidos, general Mark Milley, planejou diferentes maneiras de impedir Donald Trump de dar um golpe. A informação está no livro I Alone Can Fix It (Só eu Posso Consertar), dos jornalistas Carol Leonnig e Philip Rucker, que será lançado na próxima terça (20).

Milley e outros militares passaram a temer, depois da eleição de novembro de 2020, que o então presidente tentasse um golpe.

Assim, ele e os outros chefes planejavam renunciar, um por um, em vez de aceitar ordens de Trump que considerassem ilegais, perigosas ou mal-aconselhadas.

Pela primeira vez na história moderna dos EUA, o principal oficial militar, cujo papel é aconselhar o presidente, passou a preparar-se para um confronto com o chefe, que perdeu a eleição para Joe Biden.

Segundo os autores, sinais desse futuro confronto foram dados com a demissão do secretário de Defesa, Mark Esper, em 9 de novembro, e a renúncia do secretário de Justiça, Bill Barr, no mês seguinte.

De acordo com o livro, o general Milley conversou com amigos, parlamentares e colegas sobre a ameaça de um golpe, e sentia que deveria ficar “de guarda” para o que poderia acontecer.

“Eles podem tentar, mas não vão conseguir, p***”, disse Milley a subordinados. “Você não consegue fazer isso sem os militares. Não consegue fazer sem a CIA e o FBI. Somos os caras com as armas”.

Milley também disse à sua equipe, segundo o livro, que acreditava que Trump estava incitando distúrbios, possivelmente na esperança de invocar a Lei de Insurreição e assim chamar as Forças Armadas para impor a paz.

“Este é um momento Reichstag”, disse o general a assessores, de acordo com o livro. “O evangelho do Führer”, acrescentou.

Milley não irá comentar publicamente o conteúdo do livro, segundo uma fonte disse à CNN americana.

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