O Charlie não morreu. A próxima edição terá um milhão de cópias

A tiragem da próxima edição do jornal satírico Charlie Hebdo, a ser lançada na quarta-feira da semana que vem, com metade de páginas do habitual,  será de um milhão de exemplares — normalmente, ela não passa de 60 mil. O esforço é enorme para não deixar o Charlie morrer, porque a sua morte seria também a maior vitória dos terroristas islâmicos. O jornal vai receber 250 000 euros do fundo “Imprensa e pluralismo”, gerenciado pelos editores de jornais. Além disso, eles convenceram o Google a doar ao Charlie uma soma, ainda em negociação, proveniente de um fundo destinado à inovação digital. Os distribuidores não cobrarão nada para distribuir a próxima edição. Não menos importante, os jornaleiros se comprometeram a colocar o Charlie em evidência nas bancas, na semana que vem, e a encorajar verbalmente a sua venda. 
O Charlie recebeu, ainda, ajuda do Canal+ e Le Monde. Uma equipe do Libération ajudará os jornalistas do jornal satírico a fechar os próximos números — eles poderão, inclusive, usar a redação do Libé.

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