O tesão dos aiatolás por Hitler

 O Irã lançou um concurso para premiar a melhor caricatura que zombe do Holocausto dos judeus na Segunda Guerra Mundial, organizado pela Casa da Caricatura Iraniana e o Centro Cultural Sarcheshmeh. O primeiro colocado ganhará o equivalente a 10.600 euros; o segundo, 7.000 euros; o terceiro, 4.400 euros. Os participantes do concurso terão os seus desenhos expostos em vários pontos de Teerã, a capital do país. 

Em 2006, um concurso semelhante foi lançado pelo jornal Hamshahiri, poucos meses depois que a publicação dinamarquesa Jylland-Posten publicou as primeiras caricaturas de Maomé. Agora, porém, a iniciativa tem caráter oficial. É para responder à capa da edição do Charlie Hebdo lançada após o assassinato dos seus principais chargistas e jornalistas — aquela com um Maomé em lágrimas segurando um cartaz com a inscrição “Je suis Charlie”.
Uma coisa é zombar de ícones e chefes religiosos — e o Charlie Hebdo o fazia (e faz) com católicos, muçulmanos e judeus. Outra bem diferente é fazer piada com o massacre de seis milhões de pessoas. O regime iraniano tenta fazer graça com o Holocausto porque adotou a tese tão maluca quanto sórdida de que não houve campos de extermínio na Alemanha nazista. De que  tudo não passou de uma “invenção do sionismo”. É o negacionismo levado às últimas inconsequências. Na nossa opinião, é também um exemplo do tesão dos aiatolás por Hitler.
Sexo não tem limite.


Os chefões iranianos adorariam
fazer um ramadã com o do bigodinho

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