Para entender os “coletes amarelos”

O movimento dos “coletes amarelos”, que sacode a França, começou com um objetivo específico: forçar o governo de Emmanuel Macron a voltar atrás no absurdo aumento dos combustíveis — uma “taxa ecológica” destinada a forçar os cidadãos a deixar o carro em casa.

Não demorou para que o movimento agregasse outras insatisfações, como as de desempregados e sindicalistas desejosos de manter privilégios e evitar o prosseguimento das reformas modernizadoras na legislação trabalhista.

Diante da falta de pulso do governo, como não poderia deixar de ser, vândalos da periferia parisiense se juntaram à massa de manifestantes, para praticar os atos de selvageria vistos ontem.

O movimento dos “coletes amarelos” não tem ideologia. Guardadas as devidas diferenças, ele é como se fosse uma combinação da explosão de raiva coletiva de 2013 no Brasil com a greve dos caminhoneiros que parou o país este ano. Mas o movimento francês passou a ser explorado tanto pela extrema-esquerda como pela extrema-direita — que, nas figuras de Jean-Luc Mélenchon e Marine Le Pen, agora pedem novas eleições.

Certa imprensa insiste em apontar o dedo somente para a extrema-direita, mas os relatos ouvidos por este site mostram que, em meio à turba multifacetada que aterroriza Paris, a maioria dos ideológicos é composta por extremistas de esquerda. Eles gritam contra “a direita no poder”, xingam as forças de ordem de “nazistas” — e se juntam alegremente aos vândalos da periferia para ferir policiais, queimar carros, pilhar lojas e incendiar prédios.

Comentários

  • Claudio -

    Em resumo: é o PSOL protestando contra o PSDB.

  • antonio -

    Uau como devem ser chique os black blocks de Paris, arrancam as pedras da Champs Elysee e atiram nas vidraças de lojas como Prada e Dior, é o ápice do vandalismo. Só faltaram assaltar Le Bon Ma

  • Maya -

    Só não entendo por que a Polícia francesa DEIXA esses vândalos destruírem tudo! Tem que agir energicamente!

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