Polícia britânica adverte imprensa a não publicar vazamentos no caso de embaixador

A polícia britânica abriu investigação oficial sobre o vazamento de memorandos diplomáticos confidenciais que levaram à renúncia do embaixador do Reino Unido em Washington, Kim Darroch, informa a Folha.

Darroch renunciou na quarta (10), após a publicação dos memorandos em que o embaixador chamava Donald Trump de “inepto” –o presidente dos EUA rebateu dizendo que o diplomata era “muito estúpido”.

“Dadas as consequências daquele vazamento, estou consciente de que houve danos causados às relações internacionais britânicas e que haveria interesse público claro em trazer a pessoa ou as pessoas responsáveis à Justiça”, afirmou Neil Basu, comissário-assistente da Polícia Metropolitana.

Basu também advertiu que a imprensa do país pode estar violando a lei caso faça novas publicações sobre os memorandos. “A publicação de comunicações vazadas, sabendo-se do dano que causaram ou devem causar, pode também ser um assunto criminal.”

O Antagonista observa que isso é no Reino Unido. Aqui, a própria Folha associa-se a Glenn Greenwald para divulgar as mensagens roubadas –comunicações privadas, não documentos oficiais– da Lava Jato.

Comentários

  • Sergio -

    Mas não foi aqui que se vazou uma conversa ilegal entre um presidente e um ex-presidente se não me falhe a memória

  • Luis -

    Aqui até "juizes" endossam os crimes dos "vazamentos" enquanto aliados dos criminosos beneficiados repercutem o material ilegal. Tudo por um projeto de poder que deve estar recompensando.

  • VPB -

    Aqui, as autoridades são muito frouxas; tem medo de enquadrar criminosos, só pode, qual outra explicação para permitir tamanho escárnio contra o país e autoridades?

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