“Renan está me ligando. Engavetou?”

Na sua reportagem de capa, a Istoé mostra que dificilmente Renan Calheiros escapará de ser denunciado pela Lava Jato, agora que está para terminar o prazo dado à PF por Teori Zavascki para a conclusão das investigações sobre a participação do presidente do Senado no petrolão.

Além de descobrir que Renan Calheiros atuou a pedido da OAS para enterrar a CPI da Copa, a PF encontrou no celular de Leo Pinheiro trocas de mensagens que indicam que o peemedebista, sempre solícito com a OAS, engavetou em 2013 um projeto de Randolfe Rodrigues que previa a proibição de doações eleitorais de empresas a políticos.

Antes do engavetamento, houve um encontro entre Renan Calheiros e Leo Pinheiro, em 15 de setembro de 2103, na residência oficial do presidente do Senado, com a participação do lobista Alexandre Grangeiro. Dois dias depois, Leo Pinheiro enviou uma mensagem ao diretor jurídico da OAS, Agenor Valadares:

“Renan está me ligando. Engavetou?”, perguntou Leo Pinheiro.

“Sim. Engavetou. Porém a expectativa é de que só até dezembro. Em dezembro, teria uma reavaliação”, respondeu Agenor Valadares.

A Istoé relata que “Para a PF, a quebra do sigilo telefônico do ex-presidente da OAS indica que a reunião de Pinheiro e Grangeiro com o presidente do Senado serviu para que os três combinassem o arquivamento de uma proposta que a empreiteira não gostaria que prosperasse na Casa”. Era a proibição das doações eleitorais de empresas.

Como lembra a revista, ela acabaria vingando num contexto completamente diferente, depois da devassa promovida pela Lava Jato.

A Lava Jato, agora, vai pegar Renan Calheiros.

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