Seis agentes russos viram réus nos EUA por ciberataques

Seis agentes russos viram réus nos EUA por ciberataques
Foto: geralt/Pixabay

O Departamento de Justiça dos EUA anunciou nesta segunda-feira (19) que seis agentes da inteligência militar russa tornaram-se réus por atividades de hackeamento, incluindo das Olimpíadas de Inverno, de eleições na França e por um ataque em 2017 com o objetivo de desestabilizar a Ucrânia.

Segundo o departamento, um júri federal em Pittsburgh acolheu a denúncia na última quinta-feira (15). Todos os réus são residentes e nacionais da Rússia, e integrantes da Unidade 74455 do Diretório Central de Inteligência (GRU).

“Seus ataques por computador usaram alguns dos malware [programas maliciosos] mais destrutivos já existentes”, diz o Departamento de Justiça americano em nota, “incluindo: KillDisk e Industroyer, que causaram blecautes na Ucrânia; o NotPetya, que causou quase US$ 1 bilhão em perdas a três vítimas identificadas no indiciamento; e o Olympic Destroyer, que danificou milhares de computadores usados para apoiar as Olimpíadas de Inverno em PyeongChang (na Coreia do Sul)”.

A denúncia acusou os réus de associação criminosa, hackeamento, fraude eletrônica, roubo de identidade com agravante, e registro falso de domínio na internet.

Os crimes foram cometidos entre novembro de 2015 e outubro de 2019, em datas aproximadas.

Entre os codinomes usados pelas equipes, segundo o Departamento de Justiça, estão “Sandworm Team,” “Telebots,” “Voodoo Bear,” e “Iron Viking.”

“O FBI tem repetidamente alertado que a Rússia é um ciberadversário altamente capaz, e a informação revelada nesta denúncia ilustra a extensão e a destrutividade das ciberatividades russas”, dissse David Bowdich, diretor-adjunto do FBI.

Os nomes e idades dos réus são: Yuriy Sergeyevich Andrienko, 32; Sergey Vladimirovich Detistov, 35; Pavel Valeryevich Frolo, 28; Anatoliy Sergeyevich Kovalev, 29; Artem Valeryevich Ochichenko, 27; e Petr Nikolayevich Pliskin, 32.

Segundo o New York Times, não está claro se eles responderão ao processo em tribunal, já que dificilmente a Rússia os entregará aos Estados Unidos. No entanto, eles podem ter suas viagens restringidas e serem potencialmente presos caso entrem em um país disposto a entregá-los aos americanos.

Em nota, o Departamento de Justiça agradeceu a Google, Cisco, Facebook e Twitter pela ajuda nas investigações.

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